Doule uma, Doule duas, Doule três!
Quinta-feira, Outubro 30, 2003
Entrei em contato com a irmã Luiza, da Pastoral da Criança.
A minha intenção quando procurei a Pastoral era de oferecer ajuda, ser treinada para trabalhar no atendimento às mulheres que amamentam. Só que na época em que comecei a me mobilizar, fiquei sabendo da tal multi mistura.
A irmã Luiza foi super gentil e adorou a idéia de ter mais uma pessoa trabalhando com ela.
Quando eu disse que estava grávida, ela mais do que depressa, já foi me perguntando se eu conhecia a mistura. Já foi falando dos benefícios pra gestante e tal.
Não entrei muito no assunto, não coloquei a questão levantada pelo Ric (informação + nutrição = parto bacana + rápido etc).
Ela me convidou para uma reunião que acontece 1 vez por mês. A próxima é dia 14 de novembro. Aí, se eu tiver a oportunidade, vou falar com ela sobre isso.
Perguntei pra ela se a multi mistura engorda e ela disse que só nos casos em que a mulher toma mais do que se recomenda. No caso de gestantes, para ter os benefícios que a gente falou, uma colher de chá por dia, é suficiente.
postado por: Patricia Merlin 8:44 AM
Terça-feira, Outubro 28, 2003
A multi mistura da Pastoral e o que o Ric sabe sobre isso...
Você conhece a multi mistura da pastoral da criança?
Eu ouvi uma entrevista na CBN, com a pessoa que idealizou a mistura e ela disse que mulheres que a utilizam durante a gestação, encurtam o trabalho de parto em até 3 horas.
Você sabe alguma coisa sobre isso?
Ric:
Francamente, nunca ouvi falar
Talvez a multi mistura deixe as mulheres mais nutridas e o trabalho de parto poderia ser encurtado em função de um melhor estado nutricional das mães, se comparadas à uma população com desnutrição crônica.
A multi mistura, para mim, não é medicamento... é alimento.
Portanto não posso acreditar que ele tenha um efeito medicamentoso sobre o parto.... o efeito seria apenas nutricional.
Além disso, mulheres que usam a multi mistura têm que busca-la no posto de saúde, nem que seja para ter acesso à forma de prepará-lo
Indo lá estarão em contato com o sistema de saúde. Isso já as transforma em pacientes diferenciadas, porque, contrariamente ao grosso da população pobre, elas têm mais possibilidade de receberam cuidado.
talvez (é apenas uma conjetura) esse seja o verdadeiro diferencial, e não a multi mistura propriamente dita.
Mas de qualquer forma, se você tiver qualquer informação a esse respeito, por favor coloque na roda.
Tenho interesse e curiosidade sobre essas alternativas baratas e com resultados promissores.
postado por: Patricia Merlin 4:53 PM
Eu esqueci de contar...
Fui na palestra com a
Dra. Zuleika.
Um show! A mulher é muito boa!
Pena que a tal formação do comitê de amamentação não era aberta para leigos. Somente profissionais da saúde poderiam participar.
Mas nesse encontro, fiquei sabendo que dá pra trabalhar como voluntária em amamentação na Pastoral da Criança.
Vou me informar!
postado por: Patricia Merlin 4:53 PM
Domingo, Outubro 19, 2003
Doulas, os anjos da guarda na hora do parto.
Voluntárias orientam mulheres e evitam que haja cesarianas desnecessárias
LUCIANA MIRANDA
fonte: http://www6.estado.com.br/editorias/2002/06/05/ger015.html
O ambiente é estranho. Às vezes, ao redor, não há ninguém conhecido. É quase unanimidade que o parto se transformou em um momento solitário, mas não para a gestante que tiver uma doula a seu lado. A palavra nem está no dicionário; de origem grega, doula significa serva. São mulheres que têm a tarefa de dar suporte emocional à gestante durante todo o parto.
Na maternidade, as doulas são como anjos da guarda. Elas trabalham ao lado do médico e do enfermeiro, sem interferir nos procedimentos. "Nosso trabalho é da cintura para cima", explica a presidente da Associação de Doulas da Zona Leste, Maria Lúcia Tavares. Há dois anos, 42 mulheres da comunidade se juntaram com um propósito: não deixar que a gestante se sinta sozinha ao dar à luz. A doula dá segurança para a gestante. Ajuda na escolha da melhor posição, explica passo a passo tudo o que está ocorrendo com o corpo da mulher.
Toda mulher tem direito a acompanhante de sua escolha na hora do parto, direito garantido por lei estadual. Estudos demonstram que a presença do acompanhante facilita o trabalho de parto e dá mais bem-estar à mãe e ao bebê. A prática é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em duplas, as doulas da zona leste se revezam em plantões no Hospital Santa Marcelina e na Casa de Maria - Centro de Parto Normal do Itaim Paulista. Os dois serviços atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As doulas são voluntárias.
Aos 66 anos, Anésia Maria dos Anjos faz parte do grupo de doulas. "Fiz muito parto à luz de lamparina no interior da Bahia", lembra. Ela já perdeu a conta de quantos bebês viu nascer. Em uma de suas experiências na capital paulista, Anésia deu suporte para uma adolescente de 13 anos. "A mãe deixou a menina sozinha no hospital, como um castigo pela gravidez. Fiquei com a garota durante todo o trabalho de parto."
A doula não substitui o acompanhante escolhido pela gestante - seja o marido, a mãe ou uma amiga. Além de ajudar a parturiente, ela dá apoio também para o acompanhante, um marido nervoso, por exemplo.
"Estava com muito medo quando cheguei ao hospital", diz Maria José dos Santos Dias, de 17 anos. Há dois meses, deu à luz Jonatas, seu primeiro filho. "As doulas entraram, se apresentaram e começaram a conversar comigo.
Elas me deixaram tranqüila, foram explicando tudo o que eu sentia." Jonatas nasceu de parto normal no Hospital Santa Marcelina.
Georgia Cardoso Gazola, de 30 anos, jamais gostou de hospitais. Quando chegou a hora de ser mãe, procurou o que havia de mais natural para ter o bebê. Giancarlo, de 3 anos, nasceu em casa. Rebeca, de 1 ano, numa clínica, dentro da água.
Dos dois partos, Georgia não guarda traumas, só boas lembranças. Além do obstetra, uma doula acompanhou os nascimentos. Depois de conhecer o trabalho das doulas, transformou-se em uma delas. Desde outubro, presta o serviço para mulheres atendidas na rede privada. "Quero passar para a gestante o que aprendi com as doulas que me acompanharam."
postado por: Patricia Merlin 9:42 PM
16/10
Estágio na ala pediátrica da Santa Casa.
De novo, só observação.
Deu pra conversar com algumas mães...criança em hospital, é barra, né?
Depois ficamos fazendo bolinha de algodão na sala de recreação e participamos de uma palestra com a Central de Doação de Órgão do Paraná.
Nada a ver com doulagem, mas muito esclarecedor.
postado por: Patricia Merlin 2:06 PM
Quinta-feira, Outubro 09, 2003
Segunda - 06/10, recebi um telefonema de uma moça de São Paulo. Ela está grávida de 24 semanas e as Amigas do Parto me indicaram pra ela, que vai ter o bebê aqui em Maringá.
Infelizmente, o bebê dela nasce em janeiro e o Pedro vai estar com mais ou menos um mês, portanto vai ser complicado doular.
Ela já tem uma cesárea e vamos tentar encontrar um médico que queira atendê-la num parto normal.
Já adiantei pra ela que não vai ser das tarefas mais simples, contei o que eu sei sobre os atendimentos na cidade (meio desanimador, taxas de cesárea altíssimas, atendimento humanizado pelo SUS não atende VBAC), mas a gente conversou bastante e vamos continuar mantendo contato.
postado por: Patricia Merlin 8:40 AM
Ontem fiz estágio na Santa Casa.
Só observação, mas foi muito legal!
postado por: Patricia Merlin 8:40 AM
XII Semana Mundial da Amamentação
01/10/2003
Abertura Oficial
Premiação das doadoras do Banco de Leite Humano.
Premiação do concurso de fotografia sobre aleitamento materno.
De 01à 07/10/2003
Exposição de fotografias.
De 02 à 07/10/2003
Distribuição de folders de orientação sobre aleitamento maternos em UBS, maternidades e clínicas de obstetrícia.
07/10/2003
Palestra
¿Amamentação no mundo globalizado pela Justiça e Paz¿
Dra. Zuleika Thomson
Colóquio sobre Aleitamento Materno
Formação e lançamento do Comitê Maringaense de Aleitamento Materno.
Encerramento.
postado por: Patricia Merlin 8:39 AM
Fui buscar o programa da semana de amamentação na Santa Casa e encontrei na sala, conversando com a assistente social, a dentista que deu palestra no curso de gestante da clínica da minha obstetra.
Ela é muito bacana e super voltada para questões de humanização. A favor de parto normal, MUITO a favor de amamentação, etc.
Elas estavam acertando alguns detalhes sobre futura atuação da dentista como voluntária. O objetivo dela é orientar os profissionais que lidam diretamente com as gestantes, mães de recém nascidos e de crianças da ala pediátrica, sobre a higiene bucal.
Conversamos bastante (eu de intrometida, que só fui buscar o programa e acabei ficando...) e surgiu a idéia de formarmos um grupo com pessoas que tenha interesse nos assuntos que envolvem gestantes e bebês....além de reformular o grupo que dá palestras sobre aleitamento materno, dentro do hospital (o mesmo que eu fiz em abril)
Mas isso é conversa para depois...primeiro vamos participar da semana mundial de amamentação.
postado por: Patricia Merlin 8:37 AM