25/06/2005
Respondendo à pergunta da Carla!
Isso que ele falou sobre esperar e só operar em último caso, só funciona por que se trata de atendimento de plantão do SUS. Mas mesmo assim, depende de quem é o médico do plantão (ele é o residente, faz o que o médico manda).
Na mesma conversa ele falou sobre a comodidade de se marcar cesárea, do tempo que se dispõe para o atendimento de várias gestantes num só dia, essas coisas que a gente está cansada de saber.
Ele até tem consciência de que o problema é muito anterior à chegada das mulheres na maternidade no dia do TP, começa na cabeça delas, passa pela dos maridos, pelo postinho de saúde, etc, etc, etc. Mas existe aquela preguiça de mudar o que é vigente, mesmo que não funcione bem...
Quanto ás pérolas dele, tem várias! Pensa em qualquer coisa inadequada pra se dizer à uma mulher em TP, pensa num ¿encostar a mão¿ mal dado, pensa em ordens e palavras opressora... Já vi de tudo na sala do TP! Assim como já vi mulheres e mulheres lá também!
Aliás...faz tempo que eu não vou. Estava atrapalhada com mudança de casa. Agora moro na rua da maternidade e espero retomar meu ritmo a partir da próxima semana.
Patrícia Merlin
01/06/2005
Coca cola com biscoito de polvilho!!!?
Ai, só rindo mesmo!
As quartas-feiras têm sido um tédio! Nenhum TP e recém paridas tranqüilas. Fico lá, sem fazer nada.
O legal disso é que dá pra conhecer melhor o pessoal. As auxiliares e o médico do plantão (o residente, na verdade), são pessoas legais, embora normalmente passem por mim como se eu não existisse. Falta de tempo e saco pra parar e conversar mesmo!
Bom, já conversamos sobre o Pedro, sobre meu TP e cesárea, sobre a disponibilidade dos médicos, sobre a realidade das parturientes do SUS, sobre o tempo, sobre jogar tênis (???), sobre muitas coisas.
Hoje, no marasmo do não acontecimento, bateu fome no doc! E eis que ele decidiu comer biscoito de polvilho com coca-cola!!!??? Argh!
Isso não tem NADA a ver com doular, mas essa aproximação informal favorece minha presença lá, né? Abre espaço pra eu poder perguntar coisas, esclarecer pontos sobre procedimentos e tals....
Hoje tinha uma mulher na sala do TP.
34 semanas, mas sem nenhum dado de pré natal, não sabia DUM, nem DPP. Grávida do 8º filho, a bolsa rompeu e ela estava em observação. Foi a primeira vez que conversei sobre uma paciente com o médico. Ele disse que ela ficaria lá até entrar em TP e que neste caso eles não costumam induzir. Ele avaliou o líquido dela e disse que tinha grumos, indicativo de que há maturidade do feto, o que o leva a pensar que a informação sobre o tempo de gestação está errada. Disse que enquanto eles puderem controlar e se não houver infecção (já ia analisar o hemograma), eles a segurariam lá. Não fariam cesárea enquanto não fosse necessário. Ou enquanto outro médico não assumisse o plantão e decidisse operar.
Hoje aliás, eu pude ouvir algumas pérolas deste mesmo residente, que segundo a enfermagem, nem sabe por que está na obstetrícia...
* S U S P I R O *
Patrícia Merlin