16/12/2005
Alguma coisa está fora da ordem...
Muitos tps, grávidas passeando pelo hospital, soros, óvulos de prostaglandina, Dr. M., induções, forças compridas, cesáreas. Aff!
Eu demorei muito pra escrever desta vez, por que este último acompanhamento me deixou cabreira.
Normalmente tem uma ou duas mulheres no TP e fica mais fácil fazer alguma coisa por elas ou escapar da intervenção do pessoal do hospital. Hoje eu vi tanta coisa esquisita acontecendo que saí de lá completamente frustrada. Eu sei, isso acontece com freqüência, mas é que a minha tarefa não é fácil mesmo.
Eu não quero usar este espaço pra falar mal de médico ou de hospital, nem mesmo pra ir contra o sistema. Eu quero que o blog seja uma fonte inspiração para as mulheres que buscam algum diferencial no atendimento obstétrico.
Por isso eu preciso dar uma afastada, colocar a cabeça na janela para respirar, tomar fôlego. Se eu continuar no ritmo que as coisas estão, acabo pirando ou desistindo.
Então eu decidi que vou passar a publicar o relato de parto de algumas pessoas que eu conheço (com a autorização delas), assim quem lê o blog pode ter a visão de quem é atendido pelo sistema, tenha sido seu parto uma cesárea ou um PN sem intervenções.
Eu ainda estou coletando os textos, mas prometo que a espera não decepcionará. Relatos de parto são emocionantes de ler!
Enquanto isso, eu vou bolar a minha estratégia de atuação para o próximo ano. Quero mais, quero fazer melhor. Não posso ficar parada esperando que a coisa aconteça.... :O)
Patrícia Merlin

09/12/2005
Hoje foi aniversário do
Pedro, por isso eu não fui na Santa Casa.
Patrícia Merlin

01/12/2005
Ele voltou!
E hoje o bicho pegou na maternidade!
Tínhamos apenas um TP, mas de uma gestante cuja pressão estava nas alturas e não cedia de jeito nenhum! Eu queria ficar com ela, mas a maternidade estava lotada de barrigudas para passarem por consulta. O GO estava sozinho, outros médicos e os residentes foram para uma formatura. Não sei se pela falta de acompanhamento ou se ela era assim mesmo, mas a moça me tirou do sério. Ela era muito ranzinza e não levava as orientações que recebia a sério. Nossos santos não bateram!
Hoje teve de tudo!
-mulher grávida do 6º filho, idade avançada e fumante, em TP de 35 semanas;
-adolescente desesperada querendo cesárea;
-mulher cujo marido estava viajando e ela foi ao hospital por que estava com medo de entrar em TP estando sozinha em casa;
-mulher com mastite em fase avançada, ficou internada para fazer drenagem;
-mulher com herpes ativo e bolsa rota, ficou internada, mas não sei qual foi o procedimento com ela;
-adolescente grávida do 2º filho, em estado de quase coma alcoólico;
-comida mexicana!
Calma, eu explico! O GO sempre pede alguma coisa pra gente comer, geralmente é pizza! Mas na outra semana, eu sugeri que ele variasse o cardápio e ele optou pela comida mexicana... Acertou na mosca! Uma delícia!
Bom, hoje eu fiquei o tempo todo com ele. E ele disse que se fosse mágico, ia querer que eu fosse a assistente dele... hehe
Também disse que ficou muito surpreso e feliz com o fato de eu ter dedicado tanto tempo pra orientar duas meninas e convencê-las de que elas deviam voltar para casa, dando informações e segurança o suficiente para que elas esperassem em casa o início efetivo do trabalho de parto.
Eu não gosto muito de comentar este tipo de coisa, mas acho que estou mesmo ganhando espaço e a confiança dele. O
W. não é um médico humanizado nos moldes daqueles que a gente tem como modelo, mas ele também não é um médico como os outros. Eu acho que ele está no caminho de descobrir que quer ser melhor do que foi ensinado a ser... E eu também tenho a impressão de que estar presente nos plantões dele, tem feito ele olhar para o trabalho que ele realiza com outros olhos. Ali, tem solo fértil e eu espero que um dia a gente possa fazer uma parceria de muito sucesso.
Patrícia Merlin

25/11/2005
Cadê o GO?
O médico do plantão da sexta não foi hoje, confesso que isso me desestimula bastante, por que outros médicos não conhecem a minha função e me olham com uma cara estranha, como se voluntárias fossem somente as velhinhas da rua da casa da mãe deles.... (sem sarcasmo ou despeito)
Além disso, na ausência dele, o número de cesáreas aumenta consideravelmente e eu não tenho estômago pra isso. (não pra cesárea, mas para a conduta)
Acabou que eu não fiquei lá. Vim pra casa, curtir meu filhote que estava particularmente engraçado hoje!
Patrícia Merlin
