Relato nº 3

No sábado 07/02 ao acordar percebi que estava começando a perder o tampão mucoso. Passei o dia em estado de alerta, mas nada aconteceu. Não saiu mais nenhuma secreção. À noite, dormi muito mal. Não tinha posição na cama que acomodasse o barrigão. Acho que já estava nos pródomos, tendo leves contrações e não tinha percebido. Na manhã de 08/02 fiquei no computador e tive algumas contrações. Não conseguia ficar sentada. Tinha que me levantar e andar. Mais tarde fomos almoçar na casa dos meus pais e passei o domingo bem, checando a calcinha toda hora, para ver se tinha mais tampão mucoso. A família toda já sabia que a hora da Luiza chegar estava se aproximando. À noite começaram as contrações. Mas os intervalos não eram regulares, não tinha uma freqüência certa, então achei melhor não fazer nada.

Minha mãe me ligou e perguntou como eu estava. Eu falei que estava tendo algumas contrações e ela questionou se eu já tinha avisado ao médico. Falei que ainda não eram intervalos regulares, que não precisava avisar o médico. De tanto ela insistir resolvi ligar para ele. Já eram mais ou menos 21:00 e eu só tinha marcado duas contrações com intervalos de 30 minutos. Ele falou que poderia não ser nada, apenas uma influência da lua cheia que tinha virado na sexta-feira. Que se eu tivesse entrando em trabalho de parto, poderia demorar muito, que eu aproveitasse para descansar. Continuamos a monitorar. Nesse meio tempo falei com a Ingrid (minha doula). Ela reforçou que eu poderia ligar a hora que fosse e que aproveitasse para descansar.

Os intervalos foram diminuindo e a duração das contrações aumentando. Eu não conseguia ficar deitada. Tinha que me levantar assim que a contração começava. Andar aliviava a dor. Fiquei de cócoras, sentei na bola suíça, entrei no chuveiro quente... Fiz tudo que tinha aprendido. E o Juvenil anotando os horários. Até que, finalmente, tínhamos uma contração a cada cinco minutos. Só que eu não tinha descansado nada. Ligamos para o médico que nos orientou a ir para a maternidade. Ligamos para a Ingrid e informamos que íamos nos arrumar e sair para a maternidade. Eram 04:00.

Nossas coisas já estavam arrumadas então não demoramos muito. Saímos de casa às 04:30. No carro liguei para os meus pais para avisar que estávamos indo para a Perinatal. As contrações continuavam a vir de cinco em cinco minutos. E doíam muito, pois eu estava sentada e não podia me levantar. Chegamos na Perinatal às 05:00. O médico já tinha ligado para lá e avisado que estávamos a caminho. Na recepção tive algumas contrações e comecei a ficar de cócoras. Acho que a recepcionista se assustou e me mandou direto para o quarto. Pediu que o Juvenil descesse depois para concluir a parte burocrática da internação.

Já no quarto, ligamos para a Ingrid que estava quase chegando. Assim que ela chegou uma enfermeira veio no quarto e perguntou se o médico tinha dado alguma orientação. Eu falei que ele pediu que nada fosse feito antes dele chegar. Apenas tiraram a minha pressão e mandaram eu vestir aquela camisola ridícula. Assim que a enfermeira saiu a Ingrid me falou que se eu quisesse poderia colocar a minha camisola, que além de muito mais bonita, não me deixava com a bunda de fora ;-). Meus pais chegaram logo depois. Ficamos os cinco no quarto. E as contrações continuavam. O médico chegou, me examinou e constatou que eu estava com dilatação de 3/4 centímetros. Aliás, o exame de toque é algo à parte. O médico tem que realizá-lo durante uma contração. Ficar deitada durante a contração já é mortal, com uma pessoa enfiando um dedo em você é horrível! Mas tem que ser feito assim...

O coração da Luiza foi monitorado também e estava tudo bem. Nisso o médico me avisou que me deixaria no quarto e voltaria mais tarde para fazer outro exame de toque e acompanhar a evolução da dilatação. Ele avisou aos meus pais que o trabalho de parto ainda ia demorar bastante, que a criança só deveria nascer lá para as 18:00. Minha mãe queria ir para a casa e meu pai não queira sair de perto de mim. Ficaram discutindo se iam embora ou não e acabaram optando por ficar.

Ficamos no quarto fazendo os exercícios para aliviar a dor e ajudar na dilatação. As massagens do Juvenil e da Ingrid eram maravilhosas. Eu tinha levado um óleo de arnica da Welleda que esquentava bem pele. Era ótimo. O chuveiro quente também era uma maravilha. O único problema era que o box era muito pequeno. Eu ficava de quatro no chão e água batia exatamente no lugar onde doía (lombar). Mas com o tempo, ficar parada na mesma posição era horrível. Então eu não agüentava muito tempo no chuveiro. Aí voltava para o quarto. Meus pais ficavam com pena de mim a cada contração. Tem até uma foto que a Ingrid tirou deles fazendo carinho em mim, mas na hora que a Ingrid foi bater a foto, veio uma contração e eu estou com uma cara de dor horrível. Eu tentei ao máximo descansar entre as contrações, mas não dava tempo...Assim que eu relaxava, vinha outra contração e eu tinha que me levantar.

O médico voltou e eu estava com quase cinco centímetros. Já eram quase 08 horas e o médico me avisou que teria que ir ao consultório, pois não tinha dado tempo de desmarcar as consultas. O consultório dele é no Humaitá, que é relativamente perto da Perinatal (que fica em Laranjeiras). Nessa hora meus pais tinham descido para tomar café e não ficaram sabendo que o médico iria se ausentar. Só que, quando o médico saiu do quarto encontrou com meus pais no corredor e contou a eles que iria ao consultório. Eu não comentei nada com meus pais, pois achei que eles iriam implicar com o médico e eles não me contaram nada, pois acharam que eu ficar preocupada em saber que o médico não estava no hospital. Enfim, todos sabiam que o médico tinha se ausentado, mas achavam que estavam "enganando" o outro...

Continuamos no quarto. A Ingrid tinha levado uma bola suíça e eu comecei a usá-la. Ficava de joelhos e me deitava por cima da bola. A Ingrid e o Juvenil se revezavam fazendo massagem na lombar. Eventualmente eu voltava para o chuveiro ou me sentava no vaso, o que aliviava muito as dores.

Até que eu já não estava mais agüentando de dor. Pedi ao Juvenil que ligasse para o celular do médico para saber se ele demoraria muito. Ele já estava a caminho e quando chegou na maternidade eu já estava com 7/8 centímetros. Nessa hora ele me perguntou se eu queria ir para a sala de parto e ficar na banheira. Era tudo o que eu queria! Já eram quase 11 horas e o médico saiu para preparar a sala. Nisso chega uma enfermeira e me manda vestir a camisola bunda-de-fora e me deitar em uma maca. Perguntei se eu não poderia ir com a minha camisola e ela disse que não. A Ingrid perguntou se eu poderia ir andando, e a enfermeira disse que, com a camisola do hospital não poderia. Enfim, não tive escolha, tive que ir com a camisola ridícula e deitada na maca. Antes de entrar no elevador, veio uma contração violenta e me contorci toda, tentando não fazer muito escândalo. Nessa hora, teve uma mulher (não sei se era médica ou enfermeira) que falou: "Nossa, essa mãe está com cara de dor". Se eu não fosse tão educada teria respondido a ela que, se estivesse andando, teria encontrado uma posição mais confortável e não estaria com aquela cara... Ai que ódio!

Chegando no centro cirúrgico me colocaram uma touca e uns sapatinhos ridículos. Uma mulher não queria deixar a Ingrid entrar. Falou para o médico: "Só um acompanhante doutor". O Xico retrucou dizendo que ela era instrumentadora dele e a mulher dizia: "Nós sabemos que não é... assim eu vou ter que relatar isso na ficha". Eu pensei: "Putz, será que vão barrar a Ingrid agora? Será que ela é tão azarada assim?". Mas o Xico foi enfático e disse: "E se ela fosse minha instrumentadora? Quer anotar na ficha? Então anota! Mas ela vai entrar!". Entrei na sala de parto, tirei a tal camisola, a touca e os sapatinhos e fui direto para a banheira. Até então ainda estava preocupada com a Ingrid, mas a o Xico me garantiu que ela e o Juvenil tinha ido vestir aquela roupa "linda" de centro cirúrgico e já estavam chegando. Só relaxei mesmo quando vi os dois lá dentro, ao meu lado!

A banheira é bem pequena, individual, mas com uma água quente MARAVILHOSA e tem hidromassagem. A hidromassagem pegava bem na lombar, o que aliviava bastante as dores. O Juvenil e a Ingrid ficaram sentados ao meu lado fazendo massagem em mim e me dando apoio. Nessa hora eu já tinha aprendido que tinha que deixar a dor vir para ela ir embora o quanto antes. Normalmente, a cada contração eu fechava os olhos e me contraía toda. O médico me falou que se eu fizesse isso estaria "prendendo" a dor no meu corpo. Falou para eu manter os olhos abertos e gritar para a dor passar logo. E era assim que eu fazia na banheira.

Por incrível que pareça, na banheira eu consegui relaxar bastante. Pensei muito nas mensagens da lista Parto Nosso, especialmente de uma que dizia que tínhamos que ser amigas da dor. Eu não conseguia isso. Era uma dor muito forte, mas não dava para ser amiga dela. Pensava também na Virgínia que teve um parto parecido com o meu, em como ela podia afirmar que não tinha sentido dor. Eu estava sentindo MUITA dor, de verdade.

Depois de quase 2 horas na banheira o médico veio e fez um toque comigo na banheira e viu que eu já estava com nove centímetros e avisou: "Está na hora de irmos para a cadeira". Tudo o que eu queria era ficar naquela banheira para sempre. Relutei muito, mas acabei saindo da banheira e fui para a cadeira de cócoras.

A cadeira da Perinatal é na verdade uma cama que inclina bastante. Tem uma barra de ferro para você se sustentar. A cada contração eu tinha que me projetar para frente e me sustentar na tal barra de ferro. Isso era exaustivo! O médico pedia para eu fazer força toda vez que estivesse de cócoras, mas eu estava fazendo força da forma errada. Fui me desgastando muito. Nessa altura do campeonato eu já estava em trabalho de parto há 16 horas e comecei a perder o controle sobre a situação. Eu gritava muito, a impressão que tinha é que a contração não ia embora nunca. Foi quando o médico me ofereceu a analgesia.

Ele conversou comigo e disse que meu colo do útero estava um pouco inchado devido ao longo trabalho de parto e que a analgesia ajudaria a dilatar esse último centímetro. Além disso, como eu estava descontrolada, sem forças, a analgesia ira me fazer relaxar e recuperar as forças. Ele foi enfático ao afirmar que precisaria muito da minha ajuda no final do trabalho de parto (expulsivo) e que, para isso, eu tinha que ter forças e estar relaxada.

Na hora fiquei muito divida. Eu queria muito um parto natural, mas ao mesmo tempo não conseguia ver de outra forma. Acabei aceitando e foi a melhor coisa que fiz. Para aplicar a peridural eu tinha que ficar deitada de lado, toda curvada. O problema era que, quando vinha uma contração eu não conseguia ficar assim. O anestesista pediu que eu avisasse quando viesse a contração. Na hora que ele estava enfiando a agulha, veio uma e não consegui ficar parada. A agulha escapou e teve que começar tudo de novo. A peridural foi aplicada e, na mesma hora comecei a relaxar. Nessa hora a Ingrid sumiu da sala. O médico disse que ela tinha ido comer alguma coisa. Daqui a pouco eu percebo que o Juvenil também sumiu. Me falaram que ele também tinha ido lanchar. Depois eu soube que os dois quase desmaiaram com a tal agulha entrando e saindo da minha coluna. Depois disso, toda a equipe médica saiu da sala, a luz foi apagada e só ficamos eu, Juvenil e Ingrid. O médico pediu que quando eu começasse a sentir as dores das contrações novamente era a hora de continuar com o trabalho de parto. Ficamos quase uma hora (talvez até mais) relaxando. Eu não deixei de sentir as contrações, mas elas vinham lá longe e quase não doíam. Eu nem precisava mudar de posição. Juvenil aproveitou e deu uma boa cochilada nessa hora. Eu e Ingrid ficamos batendo o maior papo.

Até que as contrações voltaram a dor com força total. A equipe médica voltou para a sala e eu voltei a ficar de cócoras a cada contração. Como a dilatação não tinha evoluído, o médico optou por romper a bolsa d'água artificialmente. Com a minha autorização isso foi feito. O líquido estava claro, o que era um bom sinal. Só que, infelizmente, a dilatação não progrediu. O médico teve que dilatar esse último centímetro na mão. Nessa hora eu já estava vendo estrelas. Eu berrava sem parar. Doía muito! Eu me lembro da Ingrid dizendo que já estava vendo a cabecinha da Luiza, que eu não desistisse, que fosse forte etc e tal. Mas eu estava mesmo descontrolada. Berrava muito.

Foi quando o médico avisou que teria que fazer uma infiltração. Ele falou assim: "Vou ter que fazer uma infiltração... você sabe o que é, né? Tudo bem?" Eu sabia que era a episiotomia. Naquela hora, se ele me dissesse que teria que fazer uma cesárea, eu teria dito que sim. Foi aplicada anestesia local e foi feita a episio. Mais alguns empurrões e finalmente a Luiza começou a coroar. As luzes foram apagadas e, finalmente, ela nasceu às 16:06 do dia 09 de fevereiro de 2004.

Ela foi literalmente cuspida. Quando olhei para baixo e vi que ela estava ali, não acreditava que aquele bebê enorme tinha saído de dentro de mim. O Juvenil chorava e na mesma hora ela foi colocada no meu colo, com o cordão ainda pulsando. Ela chorava bastante. Ofereci meu seio a ela, mas ela não quis mamar. O pediatra veio e falou que o mais importante era criar o vínculo, se ela não quisesse mamar, não tinha problema. Fiquei acarinhando ela no meu colo, toda sujinha, enroladinha naquele pano verde. Até que ela parou de chorar. Nessa hora o médico colocou uma espécie de grampo no cordão. Eu e a Ingrid falamos na mesma hora: "É o pai que vai cortar!". Aí o Juvenil veio e cortou o cordão, com ela ainda no meu colo.
Eu acho que ela ficou no meu colo por uns quinze minutos depois que nasceu. A placenta saiu sem problema nenhum. Tive mais uma contraçãozinha (que não foi nada perto da dor do expulsivo) e a placenta saiu. A Luiza foi para o colo do Juvenil que levou ela para o berçário com o pediatra.
No berçário ela foi limpa (não chegou a ser um banho, apenas uma higiene para tirar o sangue), pesada, medida e vestida (3,670kg e 52,5cm). Foi aplicada também a vitamina K. O próprio pediatra que aplicou e, segundo o Juvenil, ela nem chorou. O Juvenil queria levar ela com ele, mas disseram que só quando eu fosse para o quarto ela poderia sair do berçário.

Nessa hora eu estava sendo costurada. A Ingrid ficou comigo o tempo todo. Eu me lembro de ter perguntado ao médico que tipo de episio ele tinha feito, a mediana ou a lateral. Nisso o anestesista perguntou em que universidade eu tinha feito medicina. Respondi que tinha sido na Universidade das Amigas do Parto. E o Xico me falou que tinha feito uma mistura das duas episios.

O pediatra (Dr. Ricardo Chaves) entrou na sala e veio me contar o peso e a altura da Luiza. Falou que estava tudo bem com ela, mas que o Juvenil estava muito preocupado, pois ela tinha ficado sozinha no berçário, mas que assim que eu fosse para o quarto ela seria levada para lá também. Achei muito fofo isso! Aliás, meu marido foi um fofo o tempo todo!

Depois que terminei de levar os pontos me transferiram para uma maca para eu ir para o quarto. Eu perguntei ao médico se eu poderia tomar banho e ele falou que primeiro eu iria jantar e depois tomaria banho com a ajuda da enfermeira. Achei aquilo tudo um exagero, pois estava me sentindo ótima.

Fiquei ainda uns quinze minutos na maca a espera de alguém para me levar para o quarto. Quando cheguei no quarto meu pai estava lá todo feliz, dizendo que a Luiza era a minha cara. Aí começou a chegar toda a minha família. E a Luiza chegou também, linda de rosa choque e lacinho! Na hora ela veio para o meu colo e tiramos várias fotos. Tentei oferecer o seio novamente para ela, mas ela não quis.

Não deixei ninguém da família pegar ela no colo. Devia ter umas quinze pessoas no quarto! Fiquei depois com pena da minha mãe, mas se um pegasse, todos iam querer pegar também. Até que a família foi toda embora e ficamos sozinhos, os três no quarto. O Juvenil foi tomar banho e ofereci o seio novamente. Finalmente ela pegou! Fiquei tão feliz... Nesse momento eu tive a certeza que poderia amamentá-la como havia planejado.

Depois do jantar eu queria muito tomar banho. A enfermeira veio e disse para eu levantar com calma. Estava achando aquilo tudo um exagero. Quando me levantei e andei até o banheiro, tudo ficou preto e tive que me sentar correndo no vaso para não cair. Cheguei a desmaiar e acordei com o Juvenil e duas enfermeiras me olhando com cara de assustados. O Juvenil jogava água da geladeira no meu rosto. Tive que tomar banho sentada no vaso e voltar para o quarto com toda a calma do mundo.

Mais tarde resolvemos verificar a fralda da Luiza e ela estava suja. Eu estava na cama, quase sentada e o Juvenil resolveu fazer o serviço. No meio da troca ela começou a expelir o mecônio. O algodão que tínhamos no quarto não foi suficiente para limpá-la e o Juvenil teve que, literalmente, meter a mão na massa. Eu achei isso um barato, pois ele ficou todo orgulhoso que trocou a primeira fralda dela e que ela tinha feito cocô na mão dele... rs rs rs

No dia seguinte de manhã, quando quis fazer xixi, ao me levantar, fiquei tonta novamente e tive que usar a comadre. Devido a essas minhas tonturas, o médico achou melhor só me dar alta no dia seguinte (11/02). Mais tarde, quando fui tomar banho, fiquei tonta novamente e tive que ficar sentada em um banquinho dentro do box. Depois do banho, fiquei o resto do dia sentada na poltrona do quarto e isso ajudou a regular minha pressão.

Nesse dia recebemos muitas visitas e à noite a Luiza ficou bastante agitada. Não via a hora de irmos logo para casa. Finalmente, na quarta-feira consegui tomar banho sozinha em pé. Saímos do hospital após o almoço e viemos para nossa casa.

Pontos negativos:
Ausência de um plano de parto - eu cheguei a preparar, mas não apresentei para o médico. Iria apresentar na próxima consulta, que não chegou a acontecer.
Desgaste físico e analgesia - eu não consegui relaxar em casa, quando as contrações ainda estavam bem leves. Isso fez com que eu ficasse 19 horas em trabalho de parto sem dormir, comer ou descansar. Esse desgaste todo fez com que a oferta da analgesia fosse irresistível.
Episiotomia - como não tinha feito um plano de parto, o médico acabou tendo que fazê-la. Depois, na primeira consulta pós-parto, perguntei porque a episio teve que ser feita. Ele disse que o trabalho de parto já estava se estendendo demais e que sabia que a Luiza nasceria muito grande (pelas últimas ultras). A episio foi uma tentativa de abreviar o trabalho de parto e evitar que a Luiza entrasse em sofrimento.
Pontos positivos:
Juvenil - descobri que tenho o melhor marido do mundo. A gravidez e o parto fizeram com que eu admirasse ainda mais o marido que tenho e aumentaram o amor que sinto por ele (e eu pensava que isso fosse impossível).
Doula - o trabalho da Ingrid foi fundamental. É ótimo ter uma pessoa ao seu lado que entende da evolução do trabalho de parto, que sabe exatamente o que fazer para aliviar a dor e que, ainda por cima, é divertida e engraçada!
Leboyer - o nascimento da Luiza foi feito com o método Leboyer. Na hora que ela ia nascer, as luzes foram apagadas. A sala também não estava refrigerada (eu estava sentindo muito calor) e ela veio imediatamente para os meus braços. Depois, no berçário, soube que ela tinha um semblante de paz e tranqüilidade. Ao mesmo tempo, tinha um bebê que se matava de tanto chorar dentro da encubadeira.

http://www.flavoli-mamae.blogger.com.br/relato.html

Patrícia Merlin
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Relato nº 2
Sempre sonhei com o parto normal, às vezes queria ter meu filho como uma índia, na beira de um rio, acocorada... Quando era criança, brincava com minhas bonecas colocando-as embaixo da blusa, desfilando meu ¿barrigão¿. Engraçado... nunca sonhei em me casar, véu, grinalda, festa, aliás detesto ir em casamentos. Mas com filhos... sempre foi um sonho muito bom! Não que uma coisa tenha a ver necessariamente com outra, pelo menos não pra mim.

O primeiro médico q eu fui era meu ginecologista, mas como eu nunca tive nenhum problema, eu só ia nele uma vez por ano fazer o preventivo. Quando descobri q estava grávida, fui nele e na primeira consulta ele começou a fumar comigo dentro do consultório!!! Lógico q não voltei mais nele! Troquei de médico! Como ela tinha sido super bem indicada por uma amiga e eu não conhecia nenhum outro médico, continuei meu pré natal com ela e pensando: na hora eu fico de cócoras mesmo ela não querendo, ela vai ter que dar o jeito dela. Deu pra perceber como eu era ingênua pra não dizer uma paquiderme!!!!
Bom, pra mim essa parte do parto estava resolvida, não pensava muito nisso, até por medo do desconhecido mesmo, eu tinha um pouco de medo da dor, mas pensava que se tem tanta gente no mundo, sinal que não é uma dor insuportável. Na minha cabeça ia ser parto normal e pronto!

Bem, eram por volta de onze horas da noite quando eu fui me deitar e, quando me virei de lado, senti um PLOC e desceu aquela aguaceira, levei um susto tremendo, não sentia dor nenhuma, nenhuma contração, nada. Havia dias que eu estava sentindo dores na lombar e umas fisgadas bem embaixo, como se fosse por dentro da vagina. Mas como faltavam dez dias pra quarenta semanas...

Bem, a bolsa estourou e eu fiquei apavorada, corri pro hospital, eu, meu marido e minha mãe (nós morávamos na casa dela na época). Tentamos ligar pra minha médica, mas não conseguimos, quando chegamos no hospital eles entraram em contato com ela.
Fizeram a internação e eu apavorada me perguntando como que a recepcionista ficava me fazendo tanta pergunta, me pedindo pra assinar o cheque caução, etc, etc, etc e eu ali em pleno trabalho de parto!!!!!!

Me levaram pra uma salinha e veio uma enfermeira com uma cara de que estava de mal com o mundo e me fez o exame de toque, o q diga-se de passagem, foi uma das piores experiências da minha vida!!! Ela foi de uma brutalidade!!!! Doeu MUITO. O Felipe (meu marido) estava na sala comigo e ficou assustado com a brutalidade dela. Eu perguntei se estava com dilatação e ela me disse q eu estava com um centímetro. Me levaram pra uma suíte chiquérrima pq o andar onde ficava a maternidade estava lotado. Logo depois chegou a minha médica que, sem nem ao menos tocar em mim, disse q teria q ser cesária pq a criança ia entrar em sofrimento! Eu ainda perguntei pra ela se não podíamos esperar um pouco, pra ver se eu tinha dilatação, se começavam as contrações, mas ela disse q se eu queria correr o risco.... Que eu estava perdendo água e q isso faz o bebê entrar em sofrimento, que a gente não podia esperar, eu perguntei se ela não ia me examinar mas ela disse q não precisava.

Bem, minha médica ainda estava me dizendo isso, quando veio a enfermeira fazer a tricotomia, (horrível tb), fui até o banheiro, joguei uma ducha apenas nas pernas e voltei pra cama pra tal da tricotomia, minha Ex-médica dizendo q ia ficar óóóóótima a cicatriz, q não ia nem aparecer quando eu usasse biquíni!!!! Eu mereço....

Pus a camisola ridícula, veio a maca, e eu subi, com todo mundo, inclusive o enfermeiro que conduzia a maca vendo a minha bunda! Tudo bem que eu só pensava que algo podia acontecer com a minha filha, que ela podia entrar em sofrimento (pelo menos segundo a médica), mas foi degradante.

Entramos no centro cirúrgico, uma sala fria, verde, horrível, eu? APAVORADA! De novo, não com a cirurgia, apesar de detestar a idéia de ser cortada, ( NUNCA tinha passado por uma cirurgia antes), mas com a possibilidade de minha bebê não estar bem. Eu só queria que tudo aquilo acabasse logo e que eu pudesse pegar minha filha nos braços.
Levaram o Felipe pra uma outra sala pra que ele colocasse as roupas do centro cirúrgico e deixaram ele lá mofando... só o chamaram quando já estavam me cortando.

Eu fiquei jogada na maca, olhando pro teto, rezando, pedindo a Deus que minha filha estivesse bem e ficava cutucando a barriga pra sentir a Ila mexer, só assim conseguia me acalmar um pouco. As pessoas dentro do centro cirúrgico conversando, falando bobagens, comentando do programa de televisão, falando no celular... eu me sentia uma peça do centro, um pedaço de carne jogado no meio do nada...

De vez em quando entrava alguém, chegava perto de mim, despenteava minha franja, (me senti um cachorro sendo afagado nessas horas e não de uma forma boa) e diziam: -Oi mãezinha e eu pensava quase exteriorizando meu pensamento: -MÃEZINHA É O C...............O! Minha filha tá entrando em sofrimento e vcs aí discutindo a novela!!!!

Alguém da equipe começa a me fazer um monte de perguntas, tipo se eu era diabética, se tinha tido algum problema durante a gravidez e olhava meus exames. (é, eu tinha levado a minha pastinha com todos os exames de pré-natal e não sei como foi parar na mão dessa pessoa).

Como fundo musical o som dos instrumentos sendo arrumados naqueles carrinhos, bandejas, tudo foi arrumado comigo dentro do centro cirúrgico, não sei se é a prática certa, mas que é horrível ficar ouvindo aquilo, ah isso é!
Minha Ex- médica chega, discutindo no celular com a filha que estava num show sei lá aonde e eu pergunto pra ela o pq que tudo aquilo estava acontecendo, se eu tinha feito algo errado, se era pq eu tinha cismado de varrer o tapete da sala naquela tarde, pq queria que a casa estivesse limpa quando minha filha chegasse... E ela dizia que não, que isso acontecia e não se sabia o pq....
Veio o anestesista, e eu fiquei de lado com a bundona e as partes adjacentes toda de fora, com toda aquela equipe (não sei pra q tanta gente e ainda por cima ficavam entrando e saindo) vendo tudo e mais um pouco....

O anestesista me explicou que ia me dar a anestesia ráqui/peridural (não me lembro qual foi agora, mas é a que a gente não sente nada da cintura pra baixo) pq eu estava muito ansiosa então era melhor que eu não sentisse mexendo em mim. Isso eu agradeço a Deus, eu queria sentir minha filha NASCENDO de mim, pelos meios normais e não sendo arrancada de mim. O efeito foi muito rápido, não sentia mais as pernas e é uma sensação terrível. Não fazia idéia de onde elas estavam, como estavam...

Uma mulher passou um líquido vermelho na minha barriga, mercúrio, sei lá, e eu metia a mão em cima pra poder cutucar a Ila até ela mexer, vinha a mulher de novo, e falava que não podia passar a mão, pq ela já tinha esterilizado. Eu respondia: -tá bom, ela virava as costas e lá ia eu cutucar a Ila de novo... Ela teve que esterilizar várias vezes....

Eu estava lá deitada de braços abertos, aquele soro horrível entrando na veia, o anestesista de vez em quando aplicava alguma coisa. O Felipe entra na sala e fica ao meu lado, eu pergunto pra ele se já começaram a me cortar e ele diz q sim. Que coisa estranha, eu falando com a barriga aberta!

De repente eu começo a tremer, MUITO, MUITO MESMO!!! Algo totalmente sem controle!!!! Parecia que eu estava tomando um choque! Olho assustada pro anestesista, que por incrível que pareça foi a pessoa que mais me deu atenção durante a cirurgia, e ele diz que é normal, que é só uma reação à anestesia!!! Aplica mais um treco na minha veia e o tremor vai diminuindo. Daí é o meu nariz que entope, falo pro anestesista e ele pinga um líquido no meu nariz e me põe a máscara de oxigênio. Completamente apavorada, escuto minha médica falar pra assistente: -Olha que músculo lindo que ela tem! Ela malhava muito, Felipe?
Não vou nem citar os palavrões que passaram na minha cabeça....

O anestesista sobe em cima de mim e de repente eu escuto um choro muito alto, berro melhor dizendo! O anestesista levanta minha cabeça e a médica levanta o maior amor da minha vida.... Lá estava ela, toda esticada, bracinhos e perninhas bem esticadas, berrando, cabeluda, toda gosmentinha, coberta de vérnix. O pediatra a enrolou e a encostou no meu rosto, eu só chorava e comecei a beijá-la e dizer: -Oi meu amor, é a mamãe, é a mamãe, acho q ela me reconheceu, pq foi diminuindo o choro e começou a morder meu queixo...

Eu perguntei se tava tudo bem com ela e ele a desenrolou, me mostrou e disse que sim, que tava tudo bem. Eu tentava abraçá-la, mas meu braço tava preso no soro e pelo anestesista também.

Eram duas horas da manhã.
A levaram e eu já fiquei com saudades, eu queria que o Felipe tivesse ido junto com ela, mas ele tava lá embasbacado com a médica me remendando... depois ele me contou que parecia uma máquina de solda, ela encostava o instrumento no corte e saia uma fumacinha....

Me levaram pro quarto e quando me puseram na maca, vi a quantidade de sangue que havia na mesa de operação...
Fui pro quarto e o anestesista veio me ver e me disse que eu poderia ter novamente aquela tremedeira, que já ia deixar prescrito o remédio pra aplicarem e não deu outra, tive a tremedeira novamente só que menos forte.

Entra minha mãe e meu irmão no quarto e dizem que a minha filha é linda e que tá berrando no berçário. Me deu uma pena enorme e eu tava meio zonza, meio fora da realidade... Sinceramente não me lembro se ela veio logo pro quarto, nem o Felipe lembra, eu acho que sim, pq me lembro que quando eu dormi ela já estava no quarto comigo.

Hoje em dia me corta o coração pensar que ela ficou lá chorando... Mas acho que na hora eu devo ter pensado que ela estava sendo bem tratada... Só me lembro que quando a trouxeram eu não conseguia tirar os olhos dela, olhando aquela coisinha cabeluda, com os olhinhos abertos, eu pensava: -Meus Deus, o que é eue eu vou fazer com ela agora? E ficamos eu e Felipe embasbacados admirando a cria...

Mais ou menos seis horas depois da cirurgia, vieram me trocar de quarto, havia vagado um quarto no andar da maternidade. Duas enfermeiras horríveis resolveram me botar de pé, DOÍA horrores e uma delas teve a brilhante idéia de aproveitar pra trocar a fralda q eu usava, até aí tudo bem, se ela não tivesse dado um puxão na fralda assim q eu levantei, fazendo com q a sonda q eu estava saísse do lugar, me machucando por dentro, parecia q tinha uma faca dentro de mim!

Me sentaram numa cadeira de rodas, me levaram pro elevador que por sinal na porta tinha um ressalto e que doeu muito quando passei por ele. Quando chegamos próximo à porta do meu novo quarto, o rapaz q estava empurrando a cadeira foi chamado por uma outra enfermeira e ele me estacionou por um instante. Minha sogra, para meu bel prazer, saiu empurrando a cadeira feito uma louca e lógico, ERROU a porta de mais de um metro de largura e ME ACERTOU COM TODA FORÇA CONTRA A PAREDE.
Nem preciso narrar a dor que senti nem as palavras doces que saíram de minha linda boquinha................

Bem, Ila passou fome três dias até meu leite descer mesmo, na maternidade de madrugada, a enfermeira veio com uma mamadeirinha de Nan e disse que o pediatra tinha autorizado dar pra que eu pudesse descansar um pouco e que ele só fazia isso quando via q a mãe estava se esforçando pra dar de mamar. A paquiderme que vos narra ainda ficou orgulhosa de ouvir isso.... Ila devorou aquele leitinho, devia ter um dedo de leite, era beeeeeem pouco e dormiu NOVE HORAS SEGUIDAS!!!!!!!!! Que Nan q nada, devia ter lexotan naquela mamadeira!!!!!
Eu e o Felipe ficamos apavorados e só conseguimos respirar de novo quando ela finalmente acordou.

O pós-operatório foi terrível, dores, minha barriga saiu do hospital maior do que quando eu tinha entrado, não conseguia cuidar da Ila direito, tinha que me arrastar pra fora da cama, pq não tinha força nenhuma no abdômen.

Bem, foi isso, fiquei meses pensando: -O q q eu fiz de errado? Sserá q foi o tal tapete?
Quando fui nas consultas posteriores de rotina, perguntei pra médica se poderia num próximo filho ter um parto normal e ela me disse que era difícil pq poderia ter quelóide, ruptura, etc.

E meu sonho de ter muitos filhos foi por água abaixo... Outra cesárea? Nem pensar. Tudo bem, eu adotaria.
Até que descobri as listas, a Ingrid e todas as mulheres maravilhosas que me ajudaram a ver a verdade, a dura verdade....
Que por puro comodismo, uma mulher, uma médica, friamente e futilmente nega o direito de uma outra mulher de parir seu filho de uma forma natural, de uma forma sonhada, de uma forma desejada. Ela cortou um processo que estava caminhando normalmente e me fez pensar (e me culpar) que tinha algo errado quando tudo estava dentro da normalidade....

Ainda dói, dói muito, eu e minha filha fomos castradas do nosso direito. Eu de parir dignamente e ela de nascer de uma forma mais doce, muito mais bonita, humanizada, naturalmente.
Amo minha filha mais q tudo e eu sei q ela me ama tb, não posso afirmar que nossas vidas seriam diferentes se tivesse sido um parto normal, mas com certeza a cesárea ajudou e muito pra minha depressão.... E com certeza isso afeta minha filha.

Patrícia Merlin
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11/01/06
Relatos de parto

São escritos pelas mães (às vezes o pai também faz), com as impressões que ela teve. Em alguns casos, a doula ou outro acompanhante também relata a sua visão do processo.
Postarei aqui relatos de:
-partos normais com intervenções
-partos normais sem intervenções (os chamados naturais)
-cesáreas eletivas (marcadas com antecedência ou decididas durante o TP)
-cesáreas necessárias

Parto normal sem intervenções
A mulher tem seu bebê pela vagina, da forma mais natural possível. Sem que seja perturbada no seu ritmo, sem que tome soro para acelerar as contrações ou anestesia para diminuir a dor, sem epsiotomia (corte no períneo), etc.
Parto normal com intervenções
Tudo o que é feito para acelerar o processo, checar o andamento ou torná-lo mais ¿higiênico¿, por exemplo, é considerado intervenção. Raspagem dos pêlos pubianos, lavagem intestinal, aplicação do soro com ocitocina, exame de toque, epsiotomia, manobra de Kristeller, puxar o bebê com ou sem fórceps, puxar a placenta, etc, são todas intervenções quase sempre desnecessárias.
Cesárea
É uma cirurgia de médio porte, que representa riscos para a mãe e o bebê, assim como qualquer oura cirurgia, devendo portanto, ser usada quando e somente quando a mãe ou o bebê correm risco de morrer.
Cesárea eletiva
Cesárea eletiva é a cesárea marcada com antecedência, sem caráter de urgência e por determinação do profissional ou da mulher. Também pode ser considerada cesárea eletiva a cesárea feita pela determinação do médico durante o TP, sem que se diagnostique risco de vida para a mãe ou para o bebê.
Cesárea Necessária
A cesárea é necessária quando durante o trabalho de parto o médico verifica que a mãe e/ou o bebê estão correndo risco de vida real.

Patrícia Merlin
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07/01/06
Lista de livros bacanas pra quem quer se informar mais sobre gestação, parto e afins. Dos quais, eu tenho 4 títulos e li outros 7.
Recomendo todos!
http://www.maternidadeativa.com.br/livrosparto.html

Patrícia Merlin
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06/01/2006
TRABALHO DE GRUPO COM GESTANTES 2006


COORDENAÇÃO:
Vitória Pamplona
Psicóloga (CRP- 05/ 0308 ), trabalha com grupos de gestantes desde 1976 e com cursos para profissionais desde 1978. Psicodramatista e Mestra em Educação. Livros publicados: "Mulher, parto e psicodrama" (Ed. Ágora) "Gravidez e parto: dicas e anotações" (Ed Bapera/Mauad) e "Pós-parto e amamentação:dicas e anotações" (Ed.Ágora)

Cláudia Mariante
Psicóloga (CRP-05/0999), trabalha com grupos de gestantes desde 1990 e de profissionais desde 1998. É psicanalista e professora de Yoga. (ABPY).

PÚBLICO ALVO:
profissionais de saúde, educação e área social que queiram realizar trabalhos de grupo no ciclo de gravidez, parto, pós-parto e
amamentação.

METODOLOGIA:
Psicodrama, dinâmica de grupo e consciência corporal.

PROGRAMA:
Como formar e coordenar grupos
Questões de gênero e papéis paterno e materno; papéis familiares
Sexualidade da infância à gravidez e pós-parto
Contracepção; abortamento e suas repercussões na nova gravidez
Gravidez, Parto e Puerpério: aspectos bio-psicossociais.
O pai e a família no processo.
Amamentação e cuidados ao recém-nato (incluindo Shantala)
Trabalhos corporais: relaxamentos, respiração e posturas.
O papel da doula.

CARGA HORÁRIA:
120 h.
TURMA SEMANAL (4ª feiras das 18 às 21 h, de 15/03/06 a 06/12/06)
TURMA EM SISTEMA DE MARATONA ( 9 encontros de 12 horas, sempre no 3º fim de semana por mês, de 18 de março a 20 de novembro)

LOCAL:
Rua Siqueira Campos, 43 sala 636, Copacabana, Rio de Janeiro/RJ

INSCRIÇÕES:
mediante entrevistas, marcadas no tel 21-22656344. (Vagas limitadas: 16 participantes, por turma)

INVESTIMENTO:
R$ 220,00 mensais. Para estudantes, servidores públicos e filiados a Rehuna: R$ 198,00 mensais.

INFORMAÇÕES:
0xx21-22656344
Email: vitoriap@gestando.com.br

www.gestando.com.br

Patrícia Merlin
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O que significa "doula"?

A palavra "doula" vem do grego e significa "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional à outras mulheres durante a gestação, no trabalho de parto e parto e na amamentação.



Como é o trabalho da doula?
Durante a gestação a doula orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas. Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc.. Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de fórceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

Saiba Mais:
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Amigas do Parto
GAMA
Mulheres de Peito - blog
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