19/06/06
Entrevista para a Folha de Londrina
http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=18948&dt=20060619
No pé da página tem outras 4 matérias relacionadas, muito boas! Leiam!
E tem espaço para comentários também! Parabenizem a iniciativa do jornal, por que é muito importante que grandes veículos falem sobre esta causa! Quanto mais pessoas forem atingidas, melhor!
Patrícia Merlin
Comentários!

16/06/06
Sem TPs...
Foram 3 nascimentos durante todo o dia e eu não peguei nenhum, quando eu cheguei, já tinha acontecido...
Também não fiquei muito lá, por que não tinha o que fazer.
Tô pensando seriamente em começar a ir de manhã pra lá, assim consigo acompanhar todos os TP¿s do dia...
Patrícia Merlin
Comentários!

09/06/06
Era noite de lua, mas a maternidade tava vazia...
Eu mal tive tempo de chegar, não li o prontuário e já fiquei com a
A., TP avançado, dores lombares intensas, pedindo ajuda... Ela parecia uma gata, subia e descia do leito como se nem estivesse com aquela barrigona.
Eu disse pra ela o que ia fazer e que se ela aceitasse, se quisesse se ajudar, ia ser muito bom. Ela nem pestanejou.
Saiu da cama, acocorou durante a primeira contração, mas ainda muito tensa, pedia pelo amor de deus pra eu fazer alguma coisa, ela se mexia muito rápido, parecia que ia sair correndo a qualquer momento... No intervalo eu pedi pra ela se acalmar, que eu faria tudo o que eu pudesse, que as contrações não iam desaparecer, mas que ela podia aprender a lidar com elas e tal.
Ela disse que há 15 minutos o médico tinha passado ali e ela estava com 7cm, mas que ela estava cansada pois foi internada às 6h da manhã. Então eu sugeri o banho, ela foi e ficou ajoelhada, se apoiando em mim quando a contração vinha. Ficamos no chuveiro por uns 10 minutos. De repente, ela ficou mais concentrada e começou a fazer força.
Sugeri que voltássemos para o leito, ela foi. Ficou de pé, acocorando na contração e recebendo massagem nas costas.
Chamei o médico e umas 3 contrações depois, ele pediu pra levarem-na para o CC. Lá dentro, ela continuava agitada e pedia desculpas por gritar, mas era incontrolável. O expulsivo dela foi bem rápido. Semi sentada e sem ordem de fazer força, ela teve uma laceração mínima. Foi o único TP da noite.
Antes de ir embora, conversei com ela e com a mãe dela.
Patrícia Merlin
Comentários!

26/05/06
Veja que situação...
Quando eu cheguei, 2 mulheres dividiam a sala de TP. O quarto com as luzes apagadas, ambas deitadas no leito.
Fui até o posto da enfermagem pra ler o prontuário delas.
R., 34 semanas, Óbito Fetal, tomando ocitocina para indução do TP. E
M., 42 semanas, primípara, 40 anos, 4cm de dilatação.
Dois problemas: a
M. estava dormindo (literalmente) e quando acordou, quase duas horas depois, não quis conversar, muito menos permitiu que eu a tocasse ou aceitou as dicas de banho e movimento. Fiquei sem jeito pra lidar com a
R., embora não fosse a primeira vez que eu tenha recebido um OF, mas a situação era muito desconfortável.
Como lidar com as duas, no mesmo espaço?
Como incentivar uma a se movimentar pra ajudar o TP, falar de vida e consolar a outra pela perda?
Como fazer isso, com uma ouvindo os conselhos dados para a outra?
Além disso, eram duas mulheres um tanto inacessíveis e eu não gosto de forçar a aproximação. Fui várias vezes lá na sala, perguntar se estavam bem, se queriam alguma coisa, explicar o meu trabalho e dizer que podiam se apoiar em mim. Mas não conseguia ficar lá dentro.
Então, além de passar nos quartos (quase vazios) pra ver as recém paridas, troquei várias figurinhas com o GO, de novo!
Isto tem sido muito bom!
E teve também algumas consultas, entre elas, a de uma mulher que eu conheci num outro plantão e ela ficou curiosa do meu trabalho (na época), fez perguntas, pediu dicas, pegou meu telefone e eu nunca mais tinha visto ela. Pois hoje eu soube que ela agora é paciente particular do GO e que eu vou atendê-la no TP também...
Patrícia Merlin
Comentários!

19/05/06
Nenhum TP, frio e chuva.
Hoje foi mais um dia para conversas esclarecedoras e empolgantes com o GO.
E também foi dia de ter certeza que tem uma enfermeira que me odeia, com todas as suas forças...
Patrícia Merlin
Comentários!

12/05/06
Nascendo na cama.
Passei na maternidade durante a tarde e dei uns conselhos para a
H. e a
L. Elas estavam lá, deitadas na cama, sem muito ânimo. Mas eu não pude ficar. Voltei as 18h e a
H. tinha progredido bem.
Sugeri um banho, ela aceitou. Ainda no chuveiro, ela disse:
-Tõ sentindo uma bolota aqui (colocando a mão na vagina).
Ajudei-a a sair do banheiro e fui chamar o residente. Ele disse que era provável que fosse a bolsa dela, já que ainda não tinha rompido... Ela voltou pra cama, ele a examinou e mandou chamar a maca. Saiu, eu fui atrás, mas não deu nem tempo de dar dois passos. A mãe dela me chamou. Voltei e tinha uma bolha saindo. Pedi pra ela tentar não fazer força e corri no corredor, pedindo pra chamarem o residente de volta, por que não ia dar tempo de ir para o CC.
Ela fazia força e a bolsa vinha, íntegra, dava pra ver a cabeça do bebê lá dentro... Quando finalmente forçou, a bolsa rompeu, cheia de mecônio e o
C. saiu, com duas circulares de cordão. Quem aparou foi uma auxiliar de enfermagem, tremendo muito..rs.
Levaram o bebê e a mãe ficou, até limparem superficialmente e levarem-na para o CC, para suturar uma pequena laceração.
A avó ficou num misto de felicidade e angústia, sem saber se estava tudo bem, meio assustada com o parto na cama...
A
L. estava no leito em frente e viu tudo. Ficou super assustada e eu levei o resto da noite pra convencê-la de que o que ela viu era normal e bonito. Mas ela não quis saber. Ficou impressionada mesmo.
E não colaborou nem um pouco com o próprio TP, passando por uma cesárea no dia seguinte.
E. chegou quase na hora que eu decidi ir embora, com 4cm e super animada. Estava acompanhada da irmã e não deu a menor atenção ás coisas que eu disse.
Fui embora e não sei como foi a evolução e o parto.
Patrícia Merlin
Comentários!
