Matéria
Empurrar o bebê durante o parto pode ser prejudicial, diz estudo
Pedir que uma mulher 'empurre' o bebê na hora do parto faria uma
diferença irrisória no tempo que leva para a criança nascer e poderia
até causar problemas de saúde, sugere uma pesquisa.
Os pesquisadores da Universidade do Texas indicam que fazer isso
poderia causar problemas para a bexiga das gestantes.
Os pesquisadores observaram 320 mulheres saudáveis que davam a luz
pela primeira vez, haviam tido gestações sem problemas e não
precisaram de anestesia epidural durante o parto.
Eles estudaram a duração do chamado segundo estágio, quando o colo do
útero está totalmente dilatado e o bebê começa a se mover.
Cansaço
Metade das mulheres receberam instruções de empurrar por 10 segundos
durante uma contração e a outra metade foi instruída a fazer o que
lhes "parecesse natural".
Esse estágio para o primeiro grupo levou cerca de 46 minutos, e para o
segundo, 59 minutos.
Das 320 mulheres, 128 voltaram para testes após três meses.
As que receberam instrução para empurrar os bebês, apresentaram uma
menor capacidade de bexiga, embora os pesquisadores lembrem que é
comum que o órgão volte ao normal com o tempo.
"Geralmente é melhor para a paciente fazer o que é melhor para ela",
diz Steve Bloom, ginecologista que conduziu a pesquisa.
A equipe diz, entretanto, não desejar alarmar desnecessariamente as mulheres.
A obstetra Maggie Blott, da Enfermaria Real de Newcastle, disse que
existe uma tendência a deixar que as mulheres se sintam livres para
agir com naturalidade na hora do parto.
"Empurrar muito antes da hora pode exaurir a mãe e o bebê, aumentando
o risco de que ela precise de assistência durante o parto e de outros
problemas", diz ela.
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/12/051230_partoestudorc.shtml
Patrícia Merlin
Comentários!

15/09/06
Não fui no voluntariado, por que choveu demais aqui e a minha casa foi alagada!
Patrícia Merlin
Comentários!

08/09/06
Algumas lições...
A. não estava em TP quando foi internada por volta de meio dia. 39 semanas, colo maduro, tentavam a indução com ocitocina.
E. internada às 17h, 2cm de dilatação, contrações freqüentes, sentidas no pé da barriga, também com ocitocina.
As duas estavam deitadas, de barriga pra cima e não aceitaram de pronto as minhas indicações de verticalização, movimento, banho, etc. Conversamos muito sobre o TP e o meu trabalho e depois de quase 2 horas, a
A. aceitou ir para o banho. A
E. não se animou, nem mesmo com o relato da outra, sobre a revigorada que o banho proporcionou. Como as duas não estavam muito interessadas na minha ajuda, eu saí um pouco da sala.
Tive uma boa conversa sobre atendimentos particulares com o GO.
Depois fui com o residente avaliar uma outra mulher que estava tomando medicação para inibir o TP de um bebê de 32 semanas. Pelo visto ele estava muito decidido a nascer, pois quando ele a examinou, ela estava com 7cm, ou seja, a medicação não serviu pra nada.
A
M. foi transferida pra sala de TP, tomou banho e voltou para o leito, onde fiquei com ela, encorajando e segurando a mão entre as contrações. Aos poucos ela foi aceitando massagem e mudou de posição, ficando semi sentada, com apoio da própria cama e do suporte (aquele triângulo que colocam na barra em cima do leito). A cada contração, ela erguia o corpo e fazia força. A musculatura vaginal da mulher era um espetáculo, nunca vi esticar tanto durante as forças, sem que o bebê estivesse com a cabeça saindo... Nos intervalos ela me contava sobre os outros TPs. Foram 3, todos prematuros. O primeiro um pouco difícil, o segundo nasceu em casa, pois não deu tempo de ir para a maternidade, o terceiro nasceu no hospital, mas chegou saindo já... E este, ela dizia, não quer sair, está demorando, dói demais. Eu só respondi que as coisas aconteceriam no tempo certo e que ela estava indo bem, muito bem, aliás... Que em pouco tempo o
M. estaria ali e nasceria bem... E assim foi, ela gemia e fazia força, a cabecinha dele vinha forçando a passagem. Quando os cabelinhos apareceram, eu chamei o GO e ele veio sem pressa. Ficamos os dois, ao lado dela, enquanto ela fazia tudo sem ser guiada, sem que a gente abrisse a boca pra atrapalhar aquele momento. Uma das acompanhantes das outras mulheres, veio ver o bebê coroar, com os olhos cheios de lágrimas... Foram 4 contrações e ele nasceu, miúdo e chorão. O GO o colocou no colo da mãe, ela o segurou, se reconheceram, ela falou com ele e ele abriu os olhos... Cobrimos o M. com panos e um campo, o GO cortou o cordão e esperou pela saída da placenta e então o bebê foi levado pela pediatra. Apesar de prematuro, ele estava muito bem. Ajudei a limpar o leito e a vestir uma roupa limpa nela, ela mesma limpou as pernas e a virilha, e depois de estar coberta, dormiu um pouco.
As outras mulheres do quarto ficaram impressionadas com o fato do bebê ter nascido lá e comentaram da minha postura e da postura do GO... Acho que elas esperavam que nós ficássemos desesperados, sei lá!
Bom, nem assim (ou por causa disso), as duas se animaram e eu deixei a bola lá e fui ficar com uma menina dos quartos particulares.
Ela queria o PN e já tinha ouvido falar de mim, por que conhece o pessoal do curso de enfermagem que eu fui no ano passado. Aparentemente deram o telefone errado pra ela! Ela tentou me achar, mas nem na Santa Casa ela conseguiu meu telefone, por que todas as pessoas com quem ela falou, disseram que não sabiam quem eu era. Sabe que eu duvido muito disso? Não falaram por que não quiseram, mas enfim...
Eu conversei muito com ela, dei dicas e tudo. Mas ela não estava em TP, estava em pródromos e o médico dela é cesarista, já tinha dado o ultimato: se ela não progredisse até a manhã seguinte, ele faria a cirurgia.
Fiquei indo e vindo, entre SUS e particular, mas num determinado momento, precisei ir embora. Imprevistos domésticos. A esta altura a A. já tinha sido encaminhada pra cesárea, a
E. estava com 6cm e a menina do particular, não sentia nada... Contrações sem dor, na verdade, bem espaçadas. Deixei a bola com ela e o livro da Fadynha (sobre doulas) com a mãe. Liguei no dia seguinte e soube que o falso TP dela, terminou em cesárea.
Patrícia Merlin
Comentários!

Matéria
Pesquisa demente risco em parto normal após cesariana.
"Estudo demonstra que, ao contrário, parto normal evitou complicações
respiratórios nos bebês"
Botucatu (SP) - Um estudo retrospectivo realizado por pesquisadores da
Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de
Botucatu, questionou o mito bastante difundido de que a mulher que se
submetia a uma cesariana não poderia mais optar pelo parto normal.
"A suspeita era de que após uma cesariana, a mulher que fizesse o parto
normal poderia, junto com o filho, correr risco de morte devido ao
rompimento do útero", conta a docente e obstetra Iracema de Mattos Paranhos
Calderon, orientadora do trabalho de mestrado da pós-graduanda Jacqueline
Leite Frade.
Evitou complicações
Em uma ampla amostragem de prova de trabalho de parto (PTP), espontânea ou
induzida, envolvendo 438 gestantes submetidas a uma cesárea anterior e seus
450 recém-nascidos atendidos no Hospital de Clínicas da FM, de 1996 a 1998,
59,2% destes casos não registraram morbimortalidade materna e perinatal.
Pelo contrário, ela evitou complicações respiratórias neonatais.
Já entre as mulheres que foram submetidas a cesariana, sem a tentativa de
parto vaginal, as ocorrências duplicaram em relação ao parto normal.
Campeão de cesarianas
O mito pode ter colaborado para o crescimento do número de cesáreas no
Brasil. Em 1966, a porcentagem deste tipo de cirurgia era de 14,6% do total,
chegando a 31%, em 1997, número bem acima do índice ideal de 15% recomendado
pela Organização Mundial da Saúde.
"Mesmo sendo de risco de até dez vezes maior, tanto para o bebê quanto para
a mãe, até 2000 o Brasil era considerado o campeão mundial de cesariana",
acrescenta Iracema.
Depois de uma campanha promovida pelo Ministério da Saúde, em 1998, que
incluiu pagar menos por este tipo de parto ao hospital e ao médico,
estabelecendo o limite de 40% de cesáreas para pagamento, a taxa de cesáreas
realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2003 caiu para próximo de
25%.
Gestantes despreparadas
Os fatores envolvidos na epidemia de cesárea no Brasil estão na facilidade
de programação do parto e diminuição da tensão e da dor das contrações.
"Numa gravidez de baixo risco, o ideal seria esperar pelo trabalho de parto
espontâneo até 41 semanas depois da data da última menstruação, mas isto
implica em aumento de tensão, preocupação da gestante e dos familiares,
resultando em pressão sobre a equipe médica", salienta.
"Estes fatores, certamente contribuem para a medicalização do parto. Além
disso, muitas gestantes não estão preparadas para suportar a contração e a
dilatação durante o trabalho de parto", acrescenta Iracema.
Programa de preparação
A ansiedade da gestante neste período também teve um peso para a indicação
da cesárea. Foi o que constatou uma outra pesquisa realizada pela
pós-graduanda do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FM, Elenice
Consonni.
Ela comparou dois grupos de gestantes. Das que participaram de um programa
de preparação, 81% fizeram o parto vaginal. Já entre aquelas que não
participaram desta preparação, o número caiu para 59%.
"Baseados nestas pesquisas, passamos a investir muito mais no parto normal",
concluiu Iracema.
Fonte: Agência Unesp de Notícias
Patrícia Merlin
Comentários!

01/09/06
Conversa
Nenhuma mulher em TP. Fiquei em um dos quartos, com 2 mulheres internadas por hiperemese e abortamento.
É muito bom quando há espaço pra esse tipo de conversa, por que muitos mitos podem ser esclarecidos, além obviamente de acalentar o coração de quem está internado por problemas na gestação ou com o bebê...
Essas duas fizeram tantas perguntas sobre os próprios casos, inclusive de gestações anteriores e eu falei tanto, tanto, tanto... Como é fácil acreditar em qualquer coisa que os médicos falam, não? Sobre não ter dilatação, sobre bebês que passam da hora de nascer, sobre úteros cansados (durante o TP).
E a capacidade que esses médicos têm de fazer a mulher acreditar que o corpo dela que é falho ou que ela é a culpada por finais não muito felizes... Isso, vindo justamente de quem deveria cuidar?
Pelo menos saí de lá com a sensação de dever cumprido. Informação, acalanto, empatia. O tipo de trabalho voluntário que eu achei que faria, antes de descobrir a doulagem...
Patrícia Merlin
Comentários!

Matéria
Humanização do parto no site do Padre Marcelo
http://www.padremarcelorossi.org.br/?system=news&eid=86
Cuidados simples e especiais ajudam a fazer um parto humanizado eficaz
O obstetra e diretor da maternidade do Hospital do Ipiranga, em São Paulo, Marcos Tadeu Garcia, relata que dez dias após um parto de uma cliente, o casal foi se consultar com ele e entregou um CD com 150 fotos do parto, desde a chegada à maternidade até os primeiros momentos do bebê no mundo, autorizando a divulgação para mostrar às outras gestantes. Isso funcionou tanto que outras mulheres fizeram o mesmo, fazendo com que o obstetra comprasse uma máquina fotográfica para tirar algumas fotos dos trabalhos de parto.
Segundo Garcia, as imagens facilitam muito na hora de falar dos procedimentos do parto humanizado. "Antes eu ficava com os encartes da maternidade e falava: 'imagine a suíte de parto, funciona assim, etc'. E aí a gente começou a mostrar as imagens. Hoje, no pré-natal, eu mostro partos e a pessoa se envolve com aquilo. Melhor do que eu falar é mostrar", atesta.
Ele explica que a gestante não precisa ficar de jejum na hora do parto e não só pode, como deve, se movimentar à vontade: "A vantagem disso (mexer o corpo) é que diminui em até 2 horas o trabalho de parto. Aquele cara, chamado Newton, que viu uma maçã caindo, ele mostrou que a gravidade funciona. Não sei porque todo mundo quer fazer uma mulher ter o trabalho de parto deitada. Não, ela tem que andar, ficar à vontade".
Outro aspecto levantado pelo obstetra é a utilização da água durante o trabalho de parto. "A água é um negocio muito interessante, relaxante. Depois de um dia de trabalho, você chega em casa e vai pro chuveiro, não é revigorante? Para mulher em trabalho de parto é muito melhor, e ainda se é feita imersão alivia bastante. Eu já tive gestante que ficou 3 horas na banheira", conta Garcia.
Proximidade
Um dos aspectos importantíssimos do parto humanizado é a proximidade com que os familiares ficam da mulher. "O próprio pai pode cortar o cordão umbilical, é importante isso. Tem gente que fala que é frescura. Quando você tem um aniversário do filho, num tem bolo, ritual de soprar velhinha, cantar parabéns? Tudo tem ritual, porque isso não pode? Não é frescura, tem um simbolismo importante, de envolvimento, participação. É um momento deles,não nasce uma criança, nasce uma família", diz Garcia.
Ele ressalta a ligação da mulher com seu rebento ao mencionar que todos os cuidados com o bebê são feitos ao lado da mãe: "Jamais deve separar mãe de bebê, o homem é o único animal que separa a sua cria da mãe".
Outro ponto é o do clima calmo em que o bebê é recebido: "O ambiente é escuro, com música de fundo que ela escolheu, bebê já nasce de olho aberto, a mãe está do lado dele, o ambiente está aquecido, e o neném não sofre impacto, e ele vai direto pro colo da mãe. Ali já pedimos para enxugar o bebê porque quando você sai do chuveiro molhado você sente frio. Com o neném é a mesma coisa, e ele ainda tem mais dificuldade de controlar a temperatura, então o enxugamos rápido, com pano aquecido. E na sala mesmo a mãe já amamenta a criança", narra, para finalizar: "As pessoas que participam de um parto desses nunca mais serão as mesmas.
http://www.padremarcelorossi.org.br/?system=news&action=read&id=5197&eid=40
Parto humanizado aproxima ligação entre mãe e filho
Você já imaginou poder decidir como quer ter o seu filho, se com parto natural, com medicação contra dor, escolhendo a posição que quer tê-lo, podendo ficar junto de seu marido, familiares, com um médico o tempo todo a seu lado, tendo a disposição uma estrutura completa para realizar o sonho de sua vida que é o nascimento de seu filho? Pois saiba que isso é possível e tem nome: chama-se parto humanizado, um modelo que tem ganhado espaço entre os obstetras e sendo quase que uma exigência de muitas mulheres que tomam seu conhecimento.
Mas o parto humanizado é muito mais que todo esse conforto e tranqüilidade, como explica o obstetra e diretor da maternidade do Hospital do Ipiranga, em São Paulo, Marcos Tadeu Garcia: "O importante é você saber o que quer e ir em busca disso, sabendo que dessas escolhas você pode ganhar ou perder. E não simplesmente um obstetra escolher por você. Se trata de uma escolha informada: você dá toda a informação pro casal em cima do que há de mais moderno em evidencia científica e eles escolhem juntos com você".
Débora Meister, 30, doula e estudante de psicologia "por se tratar de uma área muito importante no trabalho com as gestantes", relata sua vivência por meio de um parto normal na segunda filha, feito com Garcia, já que a primeira foi uma cesárea traumática. "Na cesárea a mulher não faz nada, não participa do nascimento do filho. No parto normal me senti agente do meu parto, eu e minha filha trabalhamos juntas pra que ela nascesse. Poder parir a cria é uma experiência maravilhosa, pela qual toda mulher deveria passar.
O momento do nascimento, sentir o bebê passando, saindo de dentro de mim foi uma coisa intensa, especial. Foi quando senti que sou capaz de qualquer coisa, quando me senti inteira, quando me realizei como mulher", conta.
Em algumas maternidades essa estrutura toda já é fornecida e é conhecida como suíte de parto, que é um quarto com todos os recursos necessários para fazer o parto, mas que é possível fazer todo o trabalho de parto no mesmo local, ficando, inclusive, as primeiras horas após seu término, com direito a acompanhantes, seja marido, mãe, amiga. "Na suíte de parto tem todas as condições para você resolver qualquer emergência que tiver", diz Garcia.
Uma coisa que evidencia a importância da participação da gestante no parto humanizado é que é ela quem decide, inclusive, se ela quer ter parto natural ou parto com analgesia, chamado de parto normal, em que o medicamento é utilizado para diminuir a dor sentida durante o trabalho de parto. "Lógico que precisa da sensibilidade do obstetra, porque muitas vezes ela não quer analgesia, ela quer apoio. Você tem que mostrar que o parto é um processo natural e se ela se convencer disso e puder encarar um parto natural, ótimo. Se ela achar que não é interessante e que está doendo demais, então o obstetra tem que dar esse direito de escolha para ela", afirma.
Débora diz que sempre sonhou em ter um parto humanizado, sem Imaginar o quanto teria que brigar e procurar para ter seus desejos atendidos, muito menos que haveria algo específico que pudesse atender o que pretendia, ao contrário do modelo convencional que não ouve a mulher. Ela desconhecia a existência do parto humanizado e achava que a cesárea só devia ser feita em situações extremas. Por tudo isso, ela se mostrou surpresa com o resultado do segundo parto. "Viver um parto humanizado é uma experiência maravilhosa. Poder participar das decisões que envolvem o próprio parto deveria ser um direito de toda mulher. Meu pré-natal foi, desde o começo, baseado na escolha informada. As decisões foram todas tomadas em conjunto com o doutor Marcos. ive meus desejos respeitados, o médico só interveio nos momentos
em que foi realmente necessário. Minha filha nasceu com luz baixa, a sala silenciosa, veio direto pro meu colo, onde ficou um bom tempo. Meu marido deu banho nela na sala de parto, ao meu lado. Ver a reação dela ao nascer foi impressionante. Ela parou de chorar assim que ouviu minha voz, ficou olhando pro pai na banheira enquanto era banhada. E nosso vínculo se estabeleceu a partir dali, naquele instante. A troca de olhar é uma coisa mágica, um momento único, onde os hormônios estão a mil e o vínculo mãe-filho é estabelecido com uma força incrível. Esse vínculo está diretamente ligado aos hormônios secretados no momento do parto,e são fundamentais pra essa ligação", testemunha Débora.
Um direito
O problema de tudo isso está no direito das mulheres saberem dssas informações, que, muitas vezes, não são passadas pelos profissionais da área da saúde, fazendo com que a gestante aceite aquilo que o obstetra sugerir,afinal, temos aquela velha concepção de que o médico sabe tudo e devemos entregar tudo na mãe dele. "Será que o médico está capacitado para isso, será que todo mundo sabe lidar com isso, será que querem dar esse poder de escolha a gestante?", questiona Garcia. Ele relata que o mais correto é o médico apresentar sua forma de trabalho, seja através do consentimento informado, isto é, o obstetra explica sua maneira de trabalho e se a gestante aceitar, ela assina, seja, na escolha informada, em que o obstetra fala dos caminhos existentes, discutindo qual o melhor, seus benefícios e riscos, assumindo juntos as decisões. Para isso, segundo Garcia, o profissional precisa estar capacitado, fornecendo informações em cima das evidências científicas. "Não adianta você jogar tudo para o casal também, mas não é honesto também você falar: 'tá passando da hora, não me responsabilizo'. Tem gente que num dá nem consentimento, nem escolha, e leva para uma cesariana", conta.
Por isso mesmo Débora acredita que a informação é fundamental para que a mulher se proteja dos descasos de alguns profissionais. Mas, mais que isso, coragem e ousadia de mudar também são requisitos importantes em certas ocasiões. "Muitas vezes a mulher descobre com 36, 37 semanas de gestação,que o médico que a está acompanhando não vai topar um parto normal e vai levá-la pra uma cesárea, mesmo ela desejando o contrário. Daí é preciso ter coragem pra mudar de médico a essa altura da gestação. Mudar é romper com ele, com todo um sistema, e isso não é fácil", conclui.
Patrícia Merlin
Comentários!
