Doutor, como está a agenda para partos?
http://www.fbh.com.br/index.php?a=not_namidia_temp.php&ID_MATERIA=4838
(Ligia Martoni)

É cada vez mais polêmico o número crescente de cesarianas realizadas no País, procedimento cirúrgico que deve substituir o parto normal quando este oferece risco à mãe ou ao bebê. Isso porque sua banalização, como caracterizam alguns obstetras, tem feito com que médicos e pacientes se submetam a marcar a hora do nascimento com base em agendas lotadas ou à cultura de evitar a dor ou esperar o tempo do parto natural. Diante desse quadro, vale o esclarecimento: a cesariana é, antes de um problema, uma solução que tem salvado muitas vidas no entanto, é primordial que a mulher esteja atenta à real necessidade de fazer a cirurgia e o obstetra, ao que é melhor para a gestante.

Falar dos riscos da cesariana é como comentar os riscos inerentes a qualquer cirurgia, referentes à anestesia ou aos antibióticos que vêm depois do procedimento. Mas a principal função da cesariana é, em vez de trazer riscos, evitá-los. ¿Por concepção, nunca vai-se fazer uma cesariana sem necessidade. Mas sabemos que hoje, seja pela melhoria da anestesia ou pela qualidade dos antibióticos, o risco da cesariana em relação ao parto normal foi se minimizando, fato que banaliza o procedimento e permite uma ¿promoção social¿ do parto¿, afirma o obstetra e coordenador da Redução da Mortalidade Materna e Infantil da Secretaria Estadual de Saúde, Elvio Bertolozi.

A cesariana a pedido, como denomina Bertolozi, virou rotina nos consultórios particulares. Prova disso é que, no sistema de saúde suplementar (referente aos planos de saúde), 75% dos partos realizados são cesarianas já pelo Sistema Único de Saúde (SUS), este número varia entre 28% a 30%. O motivo é que, de um lado, a família acredita que a cirurgia oferece menos risco que o parto normal - o que, a menos que haja anomalias no posicionamento do bebê ou nas condições de saúde da mãe, não é verdade e de outro, os médicos estão cada vez mais atarefados e acumulam empregos em locais diferentes. ¿Hoje são trabalhadores comuns, deixaram de ser autônomos e não podem dispor de tantas horas para fazer um parto¿, avalia o coordenador.

O parto natural pode demorar cinco, oito, até quinze horas, contra os cerca de vinte ou trinta minutos usados para uma cesariana. ¿Por isso, o que estamos discutindo hoje é mudar o paradigma do atendimento obstétrico. O ideal é que se faça o acompanhamento pré-natal adequado e, no momento do parto, se houver necessidade, opta-se pela cesariana. Mas não essa situação de o indivíduo sair para fazer seu parto¿, critica.

Segurança

O médico ginecologista Moysés Paciornik destaca que o que pode dar vazão a essa cultura da cesariana é que hoje trata-se de cirurgia muito mais segura que no passado. As anestesias são mais eficientes e envolvem menos riscos, os antibióticos são mais potentes e o corte é muito menor que os de antigamente, que deixavam cicatrizes grandes. No entanto, defende, a cesariana só deveria acontecer em casos específicos, como por exemplo quando a placenta encontra-se na frente da criança quando o bebê é proporcionalmente maior que o canal de parto ou ainda quando está mal posicionado. ¿Dentro dessas circunstâncias, 95% dos partos deveriam ser normais¿, ressalta. A Organização Mundial de Saúde (OMS), porém, reconhece como razoável até 15% dos partos feitos por cesariana.

Mesmo assim, não é o que acontece na prática. ¿O Brasil é apelidado como o campeão mundial das cesáreas. Em algumas maternidades, o número de cesarianas alcança até 90% de todos os partos realizados no Paraná, inclusive, há hospitais em que as cesáreas respondem por porcentagem semelhante¿, denuncia o médico. No entanto, enfatiza, ao mesmo tempo em que tem crescido o número de cesarianas desnecessárias em todo o mundo, aumenta em proporção semelhante o número de campanhas que brigam pelo fim do exagero.

Conhecido mundialmente por defender parto natural, Moysés Paciornik é um desses entusiastas, conhecido internacionalmente por propagar a volta ao natural. O natural, nesse caso, é o parto de cócoras, adaptado dos índios caingangues. ¿Nessa posição o canal de parto abre 28% a mais que na posição deitada evita problemas com períneo e bexiga baixa, e há menos risco de lesar os músculos. É mais rápido, menos agressivo e bem menos doloroso¿, cita. Ele explica ainda que o medo de muitas mulheres relacionado ao parto europeu - o deitado, usualmente praticado -, e que as leva em alguns casos a optar por uma cesariana, poderia ser evitado se a posição cócoras fosse adotada na hora de ter o filho e praticada como exercício antes do nascimento. ¿A cócoras ajuda a criança a tomar a posição correta, evitando assim também a necessidade de uma cesárea¿, acrescenta.

Paciornik dá mais um motivo para a adoção do parto índio: ¿A cesárea é muito mais perigosa que o parto normal, matando muito mais mulheres e crianças. Oferece mais riscos de hemorragias, infecções e choques anestésicos¿. E denuncia que esse tipo de procedimento justifica os médicos no caso de complicações. ¿A cirurgia os protege. Se há problemas com a cirurgia, dizem que o profissional tentou de tudo se há no parto normal, ele é negligente e displicente¿.

Saúde pública e privada tentam reduzir cesarianas

O médico Eduardo de Oliveira, presidente da Federação Brasileira dos Hospitais, afirma que o Ministério da Saúde começou a se mexer, há algum tempo, para diminuir as percentagens de partos cesáreos feitos pelo SUS no Brasil. Algumas medidas foram tomadas para isso, como, por exemplo, a equiparação do valor pago à equipe médica pelos dois tipos de parto (na época do antigo Inamps, os honorários eram praticamente o dobro para partos cesáreos) incentivo ao aleitamento estímulo ao alojamento conjunto entre mãe e bebê e maior conscientização da população carente a respeito do parto normal. Melhorou, mas a percentagem que ronda a casa dos 30% de partos cesáreos pelo SUS ainda é maior que a praticada em países desenvolvidos, principalmente os europeus - onde essa estatística não ultrapassa os 25%.

No campo da saúde suplementar, algumas iniciativas por parte da Agência Nacional de Saúde (ANS) já convocaram os prestadores a diminuir o número de cesarianas. ¿Para as operadoras, uma incidência alta de cesáreas resulta em alto índice de uso de UTI neonatal, o que significa dizer que gastam mais dinheiro. A criança tem muito mais saúde e há menos complicações para as mães no parto natural¿, explica. Além disso, afirma o médico, o parto normal influencia no estímulo à amamentação e evita que a parte imunológica da mãe e da criança fique enfraquecida, fechando as portas às chamadas doenças aproveitadoras.

No caso da saúde suplementar, o programa de qualificação mantido pela ANS há cerca de dois anos - que pontua as operadoras de acordo com a qualidade do serviço prestado - tem como um de seus componentes de melhoria da nota a diminuição do número de cesáreas. As pontuações, no entanto, ainda não foram divulgadas.

Em meio à polêmica, ele propõe a discussão: ¿Quem é o responsável pela indicação? É o plano ou o médico que deve dizer como os partos serão? Talvez a conduta de grupo globalizada, seja de um hospital ou operadora de saúde, deva superar a conduta individual¿. Os hospitais, entretanto, preferem se abster de qualquer imposição. Primeiro, porque a receita no parto cesáreo é maior que no normal e, segundo, porque se insistir demais, compra uma verdadeira briga com sua equipe de obstetras, já que a maior parte prefere marcar o horário do parto. ¿O resultado é que ficam omissos, acumulando estatísticas que não se comparam a nenhum outro país no mundo¿. A média nacional de partos cesáreos nos hospitais brasileiros é de 75%.

Complicações levam à cirurgia

Mas quando o assunto é a periculosidade da cesariana, o coordenador estadual de Redução da Mortalidade Materna e Infantil, Elvio Bertolozi, prefere se abster das estatísticas. Isso porque, ainda que mate mais, é preciso levar em conta que a operação é realizada, em boa parte dos casos, quando há complicações. ¿Se avaliarmos pacientes boas que fizeram parto normal e cesárea, nesse caso, não há diferença de risco. Agora, no caso de pacientes com morbidade, as estatísticas mostram que a cesariana é mais presente quando mulher ou feto morrem. No entanto, não é por causa da cirurgia, mas sim por causa da doença de base¿, ressalva. Entre essas enfermidades, ele aponta as cardiopatias, doenças pulmonares e infecções, que podem interromper a gravidez precocemente e tornar a cirurgia necessária.

Para comprovar isso, ele cita que, de acordo com suas pesquisas, o risco relativo de morte no SUS é de 70 para cada 100 mil crianças que nascem no Paraná. Desses partos, 30% são cesarianas já no sistema privado, o risco relativo de morte é de 15 mulheres para cada 100 mil, sendo que 85% realizaram cesarianas. ¿Os riscos envolvem muito mais que a operação em si, incluindo aí escolaridade, nível salarial, acesso a maior número de consultas e medicamentos. Por isso, defendemos que deve haver qualidade no atendimento pré-natal¿.

O coordenador afirma que o Estado tem investigado ao longo dos últimos anos a mortalidade de mães e crianças e suas causas no Paraná. Segundo ele, os estudos definiram que é preciso aumentar o número de unidades de atenção pré-natal e o atendimento de emergência obstetrícia - as conseqüências, no entanto, devem demorar a aparecer. ¿Estamos fazendo ambulatórios de gravidez de alto risco, mas só vamos ter visão de resultado no médio a longo prazo¿.

Patrícia Merlin
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Matéria

Corpo da mãe prepara bebê para o estresse do nascimento



A mãe prepara seu bebê para o estresse do parto graças a um hormônio responsável pelas contrações, demonstraram pesquisadores franceses, que prevêem as implicações de sua descoberta para a prevenção de nascimentos prematuros. O hormônio materno, a ocitocina, tem um efeito protetor e anestésico sobre os neurônios do feto, para que eles estejam prontos para enfrentar o traumatismo e/ou a falta de oxigênio inerentes ao nascimento, explicam os pesquisadores cujos trabalhos serão publicados na sexta-feira na revista americana Science.

É a primeira vez que se mostra que a mãe informa e prepara o feto para o parto graças a este hormônio, responsável pelas contrações, segundo esses pesquisadores do Instituto de Neurobiologia do Mediterrâneo (INMED). "Esses resultados", destacou Yehezkel Ben-Ari, que dirigiu o estudo, "têm implicações sobre a prevenção de partos prematuros".

Os remédios que damos à mãe para impedir as contrações e evitar um nascimento prematuro agem bloqueando o hormônio e poderiam impedir esta proteção do feto em caso de complicações. Os danos que podem ocorrer durante o nascimento afetam o desenvolvimento do cérebro do bebê.

As complicações do parto são as maiores causas de seqüelas neurológicas graves: problemas motores, retardamente mental, epilepsia. O hormônio, fabricado no cérebro materno, numa região chamada de hipotálamo, é liberado no sangue algumas horas antes do parto. "Ele age no útero, mas também nos seios, contribuindo para a saída do leite materno e estimulando o sentimento maternal", acrescentou em declarações à AFP Ben-Ari.

Ao registrar a atividade elétrica dos neurônios de ratos imediatamente antes e após o nascimento, os pesquisadores mostram que os neurônios são extremamente "inibidos", um pouco como se eles tivessem recebido uma anestesia. Ao realizar a experiência com roedores, a equipe constatou que o cérebro do recém-nascido é bem mais resistente à ausência de oxigênio ("anoxia") quando seus neurônios estão "adormecidos" graças ao hormônio materno do que quando utilizamos uma substância (como o atosiban), que impede o efeito do hormônio.

Assim, o hormônio materno prepara o feto para o parto, aumentando a resistência dos tecidos à falta de oxigênio e ao trauma do nascimento. Para os pesquisadores, esses resultados levantam a questão da inocuidade para o cérebro do bebê dos remédios utilizados durante o parto para retardar o trabalho e prevenir nascimentos prematuros. "A pouca transferência desses remédios da mãe para o feto e sua curta duração de ação são elementos positivos. No entanto, esta questão merece ser aprofundada", estimou Ben-Ari.

"O cérebro do feto não é um cérebro de adulto em miniatura, sua biologia é diferente e sua reação aos remédios também", disse. "De uma maneira geral, seria necessário levar em conta os problemas de neuro-proteção do feto", comentou, evocando outros tratamentos que podem vir a ser necessários (hipertensão, epilepsia).

Segundo os cientistas, seria desejável o desenvolvimento de remédios cuja ação se limitaria ao útero (para impedir as contrações inoportunas), sem afetar o efeito neuroprotetor do hormônio.


Patrícia Merlin
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08/12/06
Como não saber?

I. estava sozinha no TP. Grávida de 27 semanas, de um bebê pélvico e não sabia... Como é que alguém está grávida de mais de 5 meses e não sabe?
Psicológicamente é possível isso acontecer, eu sei. Mas soa estranho demais pra mim.
Enfim, o TP dela estava muito no começo e como o bebê era prematuro, ela não podia sair do leito.
O GO do meu plantão estava de saída, quem assumiria o caso seria o substituto dele, que provavelmente faria cesárea, por que o bebê estava pélvico (sentado), mesmo sendo prematuro (pequeno).
Não fiquei com ela até o final.


Patrícia Merlin
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04/12/06
Roupeiro Santa Rita

É provável que em 2007, além do trabalho voluntário na Santa Casa, eu atue no Roupeiro Santa Rita, dando palestra pra gestantes.
O Roupeiro atende mulheres de baixa renda, dando orientação e apoio durante a gestação e fornecendo o primeiro enxoval do bebê.


Patrícia Merlin
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24/11/006
Encontro de Humanização

Não fui no voluntariado, por que estava participando do 16º encontro de humanização...
Conheci muita gente pessoalmente (Dydy, Csilla, Moema, Mireillie, Ana Lúcia, Renatinha, Deny, Ingrid, ) e reencontrei outras (Thais, Cris Kondo, Lilian, Alex, Guta).
Melhor nem mencionar nomes, né? Com certeza esqueci muita gente!

Além desta turma do bem, tem os profissionais bacanas: Paciornick, Marcus Renato, Bia Fioretti, Eleanor, Daphne, Heloísa, etc...

A Parto do Princípio também participou deste evento.


Patrícia Merlin
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17/11/06
Leoa.

Infelizmente cheguei atrasada hoje e peguei o TP da A. bem no finalzinho, nem consegui entrar no CC com ela, por que inventaram uma tal de senha pra abrir a porta e ninguém tinha me passado ainda...
A acompanhante dela rapidamente me deu espaço e eu pude trabalhar nos últimos 2cm de dilatação, que aconteceu em menos de 1 hora.
Ela estava tão inteira no processo, tão concentrada. É lindo quando uma mulher se entrega assim! Ela se mexia, se acomodava, acocorava, rosnava...
Num determinado momento, de frente pra mim, ela alisava meu cabelo, em volta do rosto e dizia: tá tudo bem, tá tudo bem... Completamente fora de órbita, com o olhar desfocado, suspirante e com meio sorriso no rosto...
Logo depois disso, ela foi levada ao CC e o bebê veio pro berçário uns 20 minutos depois.


Patrícia Merlin
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10/11/06
Hora de parar.

M. adolescente com a mãe e J., obesa.
Foi uma noite difícil, não consegui atingir nenhuma das duas. A adolescente estava sofrendo demais, segundo a sua mãe e a outra estava entregue, achando que não era capaz.
No entanto, as duas evoluíram bem e pariram seus filhotes, depois que eu fui embora, exausta!


Patrícia Merlin
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27/10/06
Uma noite para exercitar os ouvidos...

M., linda história de vida, querendo ficar só, dispensou as mulheres da família que queriam ficar ao lado dela. TP latente. Depois que fui embora, no meio da madrugada, o parto no leito ao lado, a fez acordar e então o TP dela evoluiu todinho em 2 ou 3 horas e o bebê nasceu antes da virada do plantão.
Soube disso no dia seguinte, pois voltei lá pra ver como ela estava.


Patrícia Merlin
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O que significa "doula"?

A palavra "doula" vem do grego e significa "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional à outras mulheres durante a gestação, no trabalho de parto e parto e na amamentação.



Como é o trabalho da doula?
Durante a gestação a doula orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas. Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc.. Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de fórceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

Saiba Mais:
Doulas do Brasil
ANDO
Amigas do Parto
GAMA
Mulheres de Peito - blog
Parto do Princípio
Parto Humanizado - blog
Parto Humanizado - Site
Rehuna

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