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Dicas Para Quem Vai Dar A Luz


Servem para parto natural, hospitalar, domiciliar, em Clínicas de parto ou mesmo uma cesariana.

Parto não Institucional:

Um parto fora do hospital, apesar de ser um acontecimento não muito comum, não é algo assim tão extraordinário. Afinal, muitos dos nossos pais nasceram em casa. Em um passado não muito remoto, este era o meio mais comum de se vir ao mundo, por exemplo: na cidade de São Paulo, em 1958 cerca de 55% dos partos foram domiciliares. Em muitos lugares do Brasil ainda se nasce assim (regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste) onde existem poucos hospitais, ou é muito difícil o acesso a centros terciários de atenção a saúde. A ressalva é que nestes casos o parto geralmente é realizado por matronas, ou parteiras tradicionais..

Depois (década de 60) veio a modernização!! A tecnologia! A produção em série, que infelizmente também acabou contaminando a saúde. Não que isto em si seja ruim, mas que acaba relegando ao descrédito muitos elementos que são benéficos a humanidade. Aliás o homem moderno sofre dos efeitos deste processo, onde temos um desenvolvimento tecnológico cada vez maior em detrimento da perda da qualidade humana, um homem agressivo. Mais tecnologia e menos segurança social, menos felicidade. Junto com a moda do modernismo, onde o que o melhor é o que é mais novo, passou-se a nascer nos hospitais. Lá é que é seguro! MODERNISMO. A televisão é o veículo homogeneizador. Um liqüidificador do pensamento da sociedade. Mas será que tudo o que é mostrado às pessoas é verdade? Será que todos estão contentes com estas mudanças?

Parece que não! O mundo desenvolvido, tanto nos centros desenvolvidos dos países do terceiro mundo como nos países de primeiro mundo, assiste a um certo retorno ao verde, ao primitivo, ao natural. Em todos os lugares temos lojas de produtos naturais, nos supermercados, nas farmácias. Todos querem ter plantas vivas em suas casas. A homeopatia se expande em progressão geométrica, pelos seus resultados e não pela propaganda. A acupuntura também adquire cada vez com mais adeptos. Em vários países são proibidos aditivos alimentares artificiais, corantes, etc., particularmente nos Estados Unidos, onde se constatou a toxicidade de vários elementos.

O "movimento Leboyer", na década de 70, desencadeou a luta por um parto mais natural no mundo inteiro. Porque um poeta que lançou ao mundo imagens e conceitos em forma de poesia (não de experimentos "científicos" provocou uma revolução tão grande?

Em muitos países desenvolvidos aumenta o interesse em se dar à luz no próprio domicílio, principalmente nos EEUU, Inglaterra, Austrália e França. A Holanda tem hoje em dia cerca de 35% de todos os nascimentos no domicílio, e com uma das menores taxas de mortalidade infantil da Europa, e a menor inflação de toda a Europa! (sem contar o melhor rendimento entre o capital investido na saúde e a melhoria dos resultados perinatais...)

Por que estas pessoas estão preferindo tal caminho?

Por que um casal iria preferir um parto desta maneira, sem intervenção, sem drogas, sem anestesia, em uma posição "primitiva" , e as vezes na sua própria casa?

A resposta é complexa e os motivos são variados e pessoais. Mas temos visto, entre muitos, que alguns querem desfrutar da atmosfera tranqüila e já bem conhecida do próprio lar, sem luzes ofuscantes, sem cheiros estranhos, tendo ao seu lado somente pessoas que já conheçam e com as quais possuem um laço afetivo (em vez de profissionais da enfermagem, que aguardam o fim de seu plantão para poder ir descansar, e com quem nunca travou nenhum conhecimento). Outros querem a possibilidade de ficar com o bebê após o nascimento o tempo que for possível, e não entregá-lo a um pediatra antes de tocá-lo, vê-lo, senti-lo, e depois poder dar um banho morno, prazeroso e demorado. Curtir o nenê que acabou de nascer!. Outros não querem o atendimento massificado dos hospitais, onde serão um número a mais, a paciente do 314, ou o bebê numero 597.

Interessante lembrar que GRÁVIDA não é paciente, pois não esta doente, apenas vai de um bebê. É portanto uma PARTURIENTE.

Outras mulheres tem medo de hospital, ou entrar nele implica na lembrança de ocorrências passadas mui desagradáveis suas ou familiares (abortamentos, cirurgias, acidentes, contaminações hospitalares) ou a perda de pessoas próximas queridas.

Alguns casais querem ter um parto dentro d'água, modalidade esta que ainda não possível em hospital no Brasil (ou muito raramente) e preferem ter sue bebê no domicílio. Algumas temem por infeção hospitalar. Outras fazem questão da presença constante do marido,(e por que não participação?) raramente permitido em muitos hospitais.

O pressuposto comum destas motivações é que o parto não é uma doença, salvo em gestações de risco. É um fenômeno fisiológico. Acreditamos que cerca de 40 % dos partos possam ocorrer fora do hospital, seja em casa de parto ou nos domicílios, conquanto que atinjam determinadas condições de seguridade.

De qualquer maneira a decisão final vai ser tomada SOMENTE QUANDO SE ENTRA EM TRABALHO DE PARTO, mesmo com condições propícias de um pré-natal normal. Neste momento se examina a parturiente, se escuta o batimento do coração do nenê através de um aparelho chamado "Doppler" durante várias contrações, se avalia as condições da mãe, de pressão arterial, dilatação do colo uterino.

Na verdade há um protocolo para ser aplicado no pré-natal no sentido de reconhecer gestação de risco, que possa necessitar de intervenção ou assistência especializada:

-crescimento uterino (bebê) nem muito grande (maior que 4.200) nem muito pequeno (pode ser sinal de insuficiência placentária ou outra patologia).

-nunca ter tido uma cesariana (fator relativo, não absoluto)

-pressão arterial normal (também relativo)

-apresentação cefálica

-gestação a termo (entre 37 e 41 semanas) antes ou depois desta época deve-se discutir com o casal os prós e contras de todas as opções

Além disto a anuência TOTAL do marido é condição fundamental. Portanto é necessária a discussão prévia entre o casal e depois complementar com informações médicas, se necessário. É claro que existe um RISCO. Como também existe em um parto no hospital. Todo parto é potencialmente um momento de risco. É importante que este seja assumido por TODOS. Ainda não sabemos qual dos dois é o de maior risco, se o hospitalar ou domiciliar, para casos específicos.

Acreditamos que ambos tem suas indicações, portanto o parto em casa não é o melhor, mas é bom para aqueles que o julgam bom. Outros casos vão ter contra-indicação médica para ocorrer em casa, para estes o parto hospitalar é o melhor.

Pensando bem, o bebê é o fruto de um ato de amor e isso não se faz ou acontece em qualquer lugar, e diríamos, requer certos preparativos e condições. É preciso uma atmosfera..., atração, intimidade..., privacidade... sem ruídos (barulho de outros filhos) ou cheiros estranhos, ninguém olhando ou presenciando. No início apenas toques, sensualidade e poucas palavras. Olhares interpenetrantes. O instinto falando mais forte que a razão. O parto também deve e pode acontecer envolto nos mesmos predicados e adjetivos, adicionados do respeito ao bebê.

O parto é um fenômeno da esfera sexual, onde afloram elementos do mais profundo inconsciente. Instinto puro. Animal. Portanto é preciso não coibi-lo para que este elemento instintivo se manifeste. A palavra chave é LIBERDADE. Liberdade de expressão, de movimento, de poder deixar-se acontecer.

A parturiente pode querer gritar, sem ficar encabulada ou com a sensação que se está incomodando alguém ao lado ou contrariando uma regra, como em muitos hospitais é proibido (ou incomoda) gritar. Poder assumir a posição que for mais confortável para ela nos diferentes momentos. Poder ficar sem roupa na frente das pessoas sem sentir vergonha, afinal já são pessoas conhecidas, e o parto é um momento onde a mulher, quando ensimesmada, age mais livremente.

Algumas pessoas quando viajam ficam dias e dias sem evacuar, pois o intestino só funciona na própria casa. Não seria o parto um fenômeno mais complexo do que o funcionamento do intestino? Eu conheço pessoas que ficam uma semana sem evacuar quando estão fora de seu ambiente de referência, seu lar.

Um anel muscular que não se abre em situação de adversidade, sem se sentir a vontade.

Trazendo isto para o parto, não poderia haver uma coibição do processo de abertura do colo, por se estar em um "terreno estranho", em um ambiente hostil para a parturiente como o é o hospital para muitas pessoas?

Muitas cesarianas ocorrem porque o colo não dilatou, Sendo o colo um anel, um orifíco, que vai se abrir aos poucos também, será que sua dilatação não estaria sujeita à influência de fatores psicogênicos?

Diz-se que quando uma pessoa está tensa ela contrai os esfíncteres, será que em um ambiente não hospitalar este processo de dilatação não ocorreria mais facilmente? Um ambiente onde a mulher se sentisse mais a vontade, mais segura.

Poder ficar com o bebê em contato pele a pele logo depois do parto, o tempo que quiser, é realmente um privilégio. Olhar dentro dos olhos, levar ao seio caso ele queira sugar algo (o que vai ajudar a eliminação da placenta e diminuir a perda sangüínea) também o são. Durante a espera dos 9 meses, muita comunicação indireta, telepática, planos de carinho, pensamentos, se fizeram, e, acabariam frustados caso não seja possível este contato direto com o recém nascido, como acontece na maioria dos hospitais, onde o bebê é levado para ser examinado, e na volta a mãe da uma "olhadinha" para o seu bebê que vai ficar em observação por 3-4 horas em berço aquecido.

Os primeiros instantes após o nascimento são fundamentais para a criação de uma ligação. Chamada em inglês de "bonding". Um elo. Laços profundos se estabelecem. Portanto acreditamos que o melhor lugar para um recém-nascido ficar é o colo, a barriga da sua própria mãe, que normalmente é a pessoa maior interessada no bem esta do bebê.

Já foi observado que se anestesiamos uma carneira logo após dar à luz, ao acordar, ela não reconhece seus filhotes como seus. Elas os renega. Esta identificação, esta troca de olhares, fluidos, cheiros, parece ser muito importante. Certa feita uma jaguatirica deu a luz em Campinas, interior de São Paulo, no zoológico do Bosque dos Jequitibas, e o maior cuidado tomado era não tocar na cria, em hipótese alguma, pois se a mãe sentisse algum outro cheiro que não da sua cria, ela abandona a cria, deixa de reconhecer como sua.

E porque também não lembrar a figura do pai, que antigamente ficava na sala de espera aguardando acender a luz azul ou rosa, qual seria a importância de ver e participar do nascimento do seu próprio filho?

Vemos que é mui prazeroso e agradável para o bebê que chega tomar um banho após o parto. É relaxante. A água deve ser morninha, na temperatura do corpo. Não precisa pressa. Ele adora e sorri em retribuição. Freqüentemente abre os olho e tenta "reconhecer" o ambiente. Geralmente está cansado, não deve ser fácil nascer. Este procedimento pode ser realizado pelo pai, enquanto a mãe recebe os cuidados pós parto, além de ser bom para o homem presenciar o esforço que exige um parto de sua esposa.

Para a mamãe o parto também não é fácil. Principalmente se não houve uma preparação durante a gravidez. Preparação tanto física (condicionamento) como preparação específica para o parto. Deve-se fazer exercícios durante a gravidez, principalmente de alongamento; ficar na posição de cócoras em atividades cotidianas como conversar, assistir televisão, etc.. A natação, por exemplo, melhora o corpo inteiro; a yoga ajuda tanto no alongamento como no treinamento de respiração e na capacidade de concentração.

A respiração é fundamental! Se estiver automatizada (pela repetição) quando chegar o parto saberá tranqüilamente como proceder. A respiração de "cachorrinho" deve ficar para o fim do período de dilatação ou para o expulsivo propriamente dito.

Dar à luz é como escalar uma montanha, além do treinamento físico, obstinação, se não souber administrar o gasto de energia durante o percurso não se atinge o alvo...

Outro recurso que pode ajudar é o Tai-chi chuam, coopera no centrar-se. Caminhar todas as manhãs, começando com um percurso pequeno e ir aumentando gradativamente até atingir 1.500 m, isto massageia o pé e evita o inchaço, ajuda no retorno venoso, tanto a mulher descalça ou com um calçado de sola resistente - não de borracha.

A alimentação deve ser a mais natural possível, evitando-se principalmente o açúcar e todos os alimentos que o contenha (refrigerantes, sorvetes, etc.). Evitar enlatados. Dar preferência pela manhã às frutas, sucos e cereais. As refeições devem ser precedidas de uma boa dose de alimentos crus (saladas). Evitar oleosos, muito óleo na comida, frituras, etc., pois além de não fazer bem para o fígado, também vai deixar sua pele muito oleosa.

Para que se escute a música que somente fizer bem no momento do parto, pode-se gravar uma fita com antecedência, escutá-la na gravidez, e particularmente durante parto. Preferencialmente músicas que a mãe sinta que o bebê ficou bem, tranqüilo, calmo. Algumas experiências revelam que se, após o parto, o bebê estiver meio agitado, colocando-se estas músicas que escutava durante a gravidez acalma-se de pronto.

Quem vai estar presente? A resposta é bem particular. Não há regras. Há mães que gostariam de festa, gente por perto, massagem, confete... outras podem preferir só a presença do marido e da equipe médica e não ser incomodada com nada, ficar na dela....

Se escolher alguém, procure quem já lhe conhece bastante, que lhe trás segurança, e se for mulher, que tenha tido uma BOA EXPERIENCIA DE PARTO, o que de partida já contra-indica quase a maioria das mães.

Outra coisa que não se deve tirar da cabeça é que a decisão REAL do local do parto é quando entrar em trabalho de parto, e mesmo assim se houver fatores que determinem um transporte para o hospital, ele será feito a tempo, isto é antes que ocorram complicações. Por isso deve-se ter a mente aberta para o desenrolar não ser como o ideal previsto, pois O DETERMINANTE DAS DECISOES É A SEGURANÇA DO BINOMIO MATERNO-FETAL, aceitamos a frustração mas não a decepção.

A EQUIPE deve ser escolhida com carinho. Deve-se conhecer outras pessoas que já tiveram partos com esta equipe, procure informações na Internet sobre o tipo de parto que você esta escolhendo.

No caso de realmente optarem pela experiência do parto não-hospitalar, primeiramente deve-se imaginar como tudo vai acontecer, onde gostaria de ter seu bebê, e fazer todos os preparativos necessários. Se optar pela sua casa, escolher o "cantinho" onde o bebê vai nascer, colocar um colchão no chão, almofadas..., um abajur com luz azul ajuda a relaxar. Por volta da 37a semana fazemos uma visita preliminar ao seu lar, onde discutiremos os detalhes não abordados nesta comunicação. Caso prefira tê-lo na Clínica, visite o lugar, tenha uma experiência de aromaterapia, desfrute da banheira enquanto grávida, e deixe claro que esta é a sua opção.

O que fazer para um parto em Casa de Parto?

É conveniente ir preparando os itens e colocando em uma bolsa ... e deixá-la PREPARADA a partir das 37 semanas e NÃO DEIXAR PARA O DIA DO PARTO...

-Lençóis de sua preferência, somente se você quiser (trazer no caso de querer usar algum que seja de vocês) Neste caso devem ser bem lavados e passados a ferro quente (para diminuir chance de contaminação), guardá-los em um saco plástico para não pegar pó.

-Fraldas de pano, mais ou menos 10, poderão ser usadas na mãe e no nenê. Ajuda na limpeza do sangue.

-Pacote de fraldas descartáveis (não dá para não usar...) para recém nascidos. Procurar as que possuem menos substâncias químicas, menos cheiros.

-Absorventes grandes para depois do parto, sangramento é bem maior que uma menstruação.

-Saída de banho para O CASAL. Para o papai também um short de banho, pois muitas vezes ele vai ajudar a mãe no chuveiro, ou entrar na banheira.

-Sandálias de borracha para o banho e proteção contra o frio para depois do parto.

-Meias grossas para aquecer os pés da mamãe. NÃO ESQUECER 2 pares (um pode molhar)

-Necessaire com intimidadas para banho...

-Abrigo de ginástica para se usar durante as contrações. Particularmente no inverno.

-Uma toalha para se pegar o bebê do colo da mãe após o parto (que será previamente aquecida). Não esquecer do cobertorzinho para embrulhar depois do parto.

-Separar a primeira roupinha do bebê ( o pai que deve vestir o nenê) e uma roupa para a mamãe depois do parto. É sempre bom trazer mais de uma muda de roupas para ambos.

-Medicamento para após o parto: Arnica CH6 (em gotas), que ajudará no alívio da dor e apressará a recuperação e o aleitamento. Pode-se tomar a partir de 38 semanas, 3 gts 2 ou 3 x/dia até o parto. Depois do parto, normal ou não, tomar 3 gts cada hora por 2 dias, mais dois dias tomando cada 2 horas e depois seguir tomando cada 3 ou 4 horas mais 10 dias.

-Deixar alguém contatado para ajudar nos serviços domésticos na primeira semana é muito oportuno - particularmente para quem não tem ajuda de familiares. Pode-se deixar comida congelada para esta primeira e difícil semana.

-Caso você já tenha outro filho e não quer que ele participe, deixe engatilhado quem vai cuidar dele... mas pode participar se vocês quiserem

-Não esqueça do filme novo para a câmera fotográfica, não deixe para última hora. Prefira filme de 24, com 400 ASA, para usar menos flach

-Se quiserem que o parto seja filmado é bom contatar alguém que possa fazer como profissional, ou usar alguém da própria equipe de atendimento

Para o partos em casa:

· Em época de frio, 1 ou 2 aquecedores são indispensáveis, inclusive para manter o bebê aquecido depois do parto, e para o ambiente onde vai nascer. Prefira ter em casa o aquecedor que não desidrata.

· Para a limpeza do cordão umbilical sugerimos álcool a 70%, cotonetes limpos, que deve ser seguido da aplicação de leite da própria mãe.

· Plástico para revestir a cama onde a mamãe vai deitar depois do parto, para o sangramento não manchar o colchão (pode ser um sanito grande cortado e aberto ou especial para o parto)

· Banheirinha para se dar banho no bebê (de preferência portátil) para se levar no local onde vai nascer. Neste banho não é necessário usar sabonete, a intenção não é limpar, mas brincar, acarinhar, descobrir, tocar, olhar nos olhos, sentir o riso, etc. Deixamos o vernix (aquela gordurinha branca grudada no corpo do bebê) pois hidrata e protege a pele ) Atualmente existe uma banheira especial para o esta situação, que é o Tummy Tub, com excelente resultados para o bebê.

· Uma banheira ou banheiras de plástico para poder ficar dentro durante as contrações, ajuda a aliviar as dores mesmo para quem não pensa em ter o bebê dentro d'água (também temos).

· Abajur de luz fria ou de lâmpada de 100 w, para se iluminar o períneo. É bom ter lanternas para o caso de faltar luz.

· 1 ou 2 supositórios de glicerina, que podem ser aplicados assim que as contrações se iniciarem (opcional), caso o intestino não tenha funcionado satisfatoriamente nas últimas 12 horas - ajuda a esvaziar a ampola retal e não complicar no momento do parto. Algumas mulheres preferem um FLEET ENEMA.

· Após o parto uma refeição leve e energética faz muito bem à recém-mãe, pode-se até preparar antes e deixar congelada, ou algo semi-preparado...(sopa de legumes, canja de galinha, missoshiru, etc...)

Lembre-se, esteja sempre preparada para que as coisas saiam diferente do programado, para que não haja frustrações e possa se aproveitar do que aconteceu. A CESARIANA, caso seja necessária, não deve ser motivo de sofrimento.

Por
Adailton Salvatore Meira
Médico Especialista em Parto na Água




Patrícia Merlin
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23/03/07
Nenhum TP.

Os últimos relatos foram sucintos e sem graça, por que é assim que tenho sentido os dias de voluntariado.

É tão difícil manter uma postura positiva num ambiente inóspito!
Eu vejo tanta coisa estranha, sinto tanta vontade de falar com as pessoas sobre suas condutas, de abrir a cabeças daquelas mulheres e fazê-las entender que muito do que elas podem ter de bom, depende também da postura delas frentes às coisas...

Suga a minha energia... Mas não me faz querer desistir. Só me deixa um pouco melancólica...

Patrícia Merlin
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20/03/07
Acompanhei o GO no cursinho de gestantes da Unimed.
Era pra eu ter me apresentado, mas ele estava tão empolgado que ultrapassou o tempo destinado à aula sobre parto. Mas ele falou do trabalho das doulas e mencionou meu nome também. Deixei cartões meus e marcadores da parto do Princípio para todas elas.
Boas notícias: o discurso dele é impecável. Sinto até uma ponta de orgulho ao ouvir... E ele ainda é muito engraçado, professor de cursinho, sabem como é?


Patrícia Merlin
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16/03/07
R.
, internada desde o dia anterior, TP prematuro. Colocaram soro, mas não teve efeito. Ela dormiu umas 3 horas seguidas e decidiram tira-la da sala de TP e coloca-la num quarto comum. Soube que fez uma cesárea no dia seguinte.

D., TP latente, com soro. Sem evolução, retiraram o soro e as contrações pararam por completo. Não soube a evolução.


Patrícia Merlin
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09/03/07
J.
, assustada, querendo cesárea, com a mãe simplória, conversa básica, evolução rápida. Não entrei no CC, ela ficou ótima depois.

N., internada por PA, não estava em TP, recebeu soro, não teve contrações, vim embora sem saber o desfecho.


Patrícia Merlin
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02/03/07
A.
, TP latente, assustada com o desconhecido, não tinha ninguém que pudesse ficar com ela. Conversamos muito, sobre a gestação, sobre os medos dela, sobre como são os TP¿s e ela dormiu, não acordou até a hora que fui embora.


Patrícia Merlin
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Humanização disponibiliza direitos
Segundo a professora universitária e enfermeira obstetra Daise Serafim, ao longo do tempo o parto normal deixou de ser encarado como um processo fisiológico e passou a ser visto como algo patológico. Para Daise, a insegurança das mulheres por conta da dor provoca o medo, que por sua vez, se transforma em origem da dor.

"A mulher começou a encarar o parto apenas como uma coisa dolorosa. A partir de certa época, as mulheres que tinham dinheiro passaram a preferir o parto cesáreo, para não sentir dor. Essa realidade que estamos vivendo agora é cultural", diz.

Há cerca de quatro anos, foi criada no HU uma comissão multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais, para discutir a melhoria da assistência obstetrícia no hospital. Com isso, foi instituído o parto humanizado, que respeita a fisiologia do ato e o direito de escolha da mulher sobre todos os procedimentos que envolvem o nascimento.

"No parto humanizado, nós respeitamos as escolhas da gestante e orientamos para que ela seja ativa, e não passsiva, no momento de dar à luz. Alguns profissionais já estão sensibilizados, mas ainda há muita resistência. As mulheres precisam ser informadas sobre seus direitos. O parto humanizado é um direito da mulher".


Parto humanizado

É aquele fundamentado em:

1) assistência obstétrica baseada nas evidências científicas;

2) atendimento baseado na relação de parceria e respeito entre médico e gestante;

3) visão do parto como fenômeno fisiológico (e não médico);

4) parto conduzido pela mulher, que segue seus instintos naturais, sua necessidade e a liberdade de movimentos e expressões.

http://www.odiariomaringa.com.br/noticia.php?id=326644


Tabus desafiam médicos

O médico ginecologista Nelson Shozo Uchimura, coodenador do projeto de parto humanizado do Hospital Universitário (HU), disse que no Brasil, o conceito de parto normal está associado a um procedimento de dor e que, por isso, é difícil convencer uma gestante a fazer a opção por ele. "Sou defensor do parto normal, mas muitas pacientes resistem a ele. Essa questão está enraizada. Estamos tentando reverter as estatísticas", diz.

Uchimura avalia que a falta informação das gestantes também contribui para a preferência pelos partos cesáreos. "Somado à resistência das mulheres, há também a questão dos médicos. Muitas vezes eles preferem fazer a cesariana, que dura em média um hora. Já o traballho de parto normal leva de oito a dez horas", explica.

Uchimura conta que na maioria dos hospitais particulares, as salas de parto normal estão desativadas. "As unidades privadas não investem no procedimento natural, nem em infra-estrutura, nem em pessoal especializado", afirma.

O ginecologista Rui Fernando Bertolino Junior, que trabalha em hospitais públicos e privados, confirma que na rede particular há uma incidência maior de partos cesáreos. "O índice de procedimentos normais nos hospitais particulares é bem baixo. Mas é preciso cuidado para não culpar os médicos por esta situação, que é cultural e faz parte de todo um sistema", avalia.

Bertolino também apela para a falta de informação das mulheres, quando se trata de escolher o tipo de parto. "Na operação normal, a mulher também pode fazer uso de anestesia peridural ou uma analgesia. Não é preciso pensar que a paciente vai sofrer dores horríveis. Há muito mito em volta do sofrimento do parto".


VANTAGENS DO PARTO NORMAL

- não há risco cirúrgico

- a recuperação da mulher é rápida

- o risco de infecção é menor

- oferece condições físicas para que a mulher exerça a função de mãe sem empecilhos pós-operatórios

- o corte do períneo pode ser evitado

http://www.odiariomaringa.com.br/noticia.php?id=326643

Patrícia Merlin
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Triagem Neonatal


A triagem neonatal - conhecida popularmente, em todo país, como "Teste do Pezinho" - é feita por meio de um exame de sangue colhido na primeira semana de vida do recém-nascido. A detecção precoce de doenças congênitas, associada ao tratamento adequado, evitará seqüelas a seus portadores, incluindo a deficiência mental. Desde 1990, a realização de exames de triagem neonatal é direito de todo brasileiro, assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Em 2001, o Ministério da Saúde ampliou a abordagem da questão e criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Esta prestação de assistência garante, além da realização dos exames, o atendimento e o acompanhamento dos pacientes detectados no programa. Ao todo, estão credenciados 34 Serviços de Referência em Triagem Neonatal, em 27 estados.

Durante os cinco anos de implantação do PNTN, mais de 13 milhões de crianças foram rastreadas (significativamente superior aos 500 mil bebês rastreados por ano até 2001). Este número representa uma cobertura nacional média de 83,66% (dez/2005). O PNTN proporcionou, também, avanço significativo na qualidade de vida dos pacientes, pois todos os bebês com resultado triados têm a garantia de:

- confirmação diagnóstica;
- acompanhamento especializado por equipe multidisciplinar em Serviços de Referência em Triagem Neonatal;
- tratamento e acompanhamento adequados à doença detectada, através do atendimento por equipe multidisciplinar e fornecimento dos insumos terapêuticos necessários.

Desta forma, além dos casos novos detectados no programa, são beneficiados com acompanhamento nos serviços de referência todos os casos detectados anteriormente, totalizando 19.880 pacientes (*dado de 2005). Destes, 2.184 são portadores de Fenilcetonúria; 10.316, Hipotireoidismo Congênito; 6.938, com Anemia Falciforme; e 442 com Fibrose Cística.

No ano de 2005, o SUS gastou R$ 47,09 milhões com o Programa Nacional de Triagem Neonatal.
Atualmente, o Ministério da Saúde está avaliando os resultados dos cinco anos de implantação do PNTN para, em conjunto com estados e municípios, propor a implementação do programa, definindo novas ações para atingir a meta de cobertura de 100% dos nascidos vivos além de um aprimoramento quanto a diagnóstico, terapêuticas e acompanhamento de pacientes.

Prêmios Internacionais - A primeira reunião oficial de trabalho da Sociedade Internacional de Triagem Neonatal (ISNS) ocorreu em São Paulo/Brasil (1988), a convite da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Paulo, então representada pelo Prof. Benjamim Schmidt. Em 18 de setembro de 1999, numa reunião realizada em São Paulo, foi fundada a Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal (SBTN).

No último congresso da ISNS, realizado no Japão em setembro de 2006, foi entregue o prêmio Robert Guthrie 2005 ao presidente da SBTN, representando o Prof. Benjamin Schmidt . Esta homenagem é oferecida, anualmente, a um membro da Sociedade Internacional de Triagem Neonatal que tenha feito uma contribuição excepcional na área, com reconhecimento mundial.

A APAE de São Paulo, um dos 34 Serviços de referência credenciados pelo Ministério da Saúde no Programa Nacional de Triagem Neonatal, foi agraciada com o prêmio Rainha Sofia de Prevenção à Deficiência - 2006, na categoria Ibero-Americana, pelo seu trabalho desenvolvido junto ao Programa Nacional de Triagem Neonatal. A finalidade deste prêmio é recompensar um trabalho continuado - levado a cabo durante um período de tempo não inferior a dez anos - de investigação científica ou de trabalho sanitário e avaliado cientificamente, cujos resultados mereçam esta distinção.

Histórico - A Triagem Neonatal no Mundo se iniciou em 1961, quando o professor Robert Guthrie (EUA) desenvolveu a primeira metodologia simples e barata para dosagem de fenilalanina em amostras de sangue seco, colhido em papel-filtro, para o diagnóstico da Fenilcetonúria. Este passo foi decisivo na disseminação da triagem neonatal com o diagnóstico de diversas doenças em grandes populações, já que permitia que a amostra fosse colhida à distância e enviada pelo correio a laboratórios centrais, onde eram realizados os exames.

Em 1968, a Organização Mundial de Saúde publicou recomendações gerais para a Triagem Neonatal de Erros Inatos do Metabolismo e, no Brasil, a triagem neonatal teve início em 1976, quando o Prof. Benjamin Schmidt criou o projeto pioneiro de triagem neonatal, na época conhecido como Teste do Pezinho, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE-SP).

Mais informações
Assessoria de Imprensa da Funasa
Tel: (61) 3314-6440/6446/6439
Fax: (61) 3314-6630
E-mail: nimp@funasa.gov.br

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=28563

Patrícia Merlin
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Doulas: amigas do parto
Elas também estão no Acre.
Mas quem são essas mulheres que se ocupam do bem-estar físico e emocional da parturiente?


Andréa Zílio




É no ambiente mecanizado dos hospitais, cercadas por pessoas desconhecidas, que as mulheres grávidas, ou parturientes, vivem um turbilhão de emoções e sensações, em que a alegria de gerar uma vida convive com o medo, a dor e a ansiedade. Daí a grande importância das Doulas. Mas quem são elas?

As Doulas são mulheres experientes com a maternidade, que já passaram pela gestação, enfrentaram a dor, sabem das incertezas sentidas e são conhecedoras de exercícios que ajudam na preparação para ¿dar à luz¿, mas, principalmente, são mulheres dedicadas, simpáticas, e que sabem distribuir carinho. A Maternidade Bárbara Heliodora, na capital acreana, dispõe hoje de sete Doulas voluntárias que se tornaram grandes amigas das mães.

Essa nobre função na assistência ao parto apareceu no Brasil nos últimos anos, embora seja usada há muito tempo em países do mundo todo. O nome ¿doula¿ vem do grego ¿mulher que serve¿ e indica aquela que dá suporte físico e emocional à parturiente.

As Doulas de Rio Branco são mulheres aposentadas, com energia e disposição para ajudar, e enfrentam plantões de 12 horas por semana, tendo como único benefício além do prazer em fazer o bem, apenas vale-transporte e uma cesta-básica.

O envolvimento emocional delas com as parturientes é grande, e muitas vezes, colocam a cabeça no travesseiro no fim da noite pensando nas mulheres que ficaram na maternidade. Alguns reencontros só ocorrem nas ruas, quando as mães, já com os filhos nos braços, os apresentam extrovertidas ou tímidas, mas não menos orgulhosas, agradecendo as Doulas pela ajuda que tiveram. ¿Todo dia que estou aqui, é como se ganhasse várias filhas que estão tendo seus filhos. Me faz bem ajudar. Elas falam da vida que tem, desabafam, e a cada dia é um novo aprendizado que tenho. Ser uma Doula é uma grande responsabilidade¿, diz Maria das Graças Faria Machado, 56.

Histórico ¿ Antigamente era comum a futura mãe ser assistida ao longo do trabalho de parto por outras mulheres mais experientes, vizinhas, parentes, mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo.

Conforme o parto foi sendo tratado como assunto médico, eles foram ocorrendo basicamente em hospitais e maternidades, com a assistência de uma equipe especializada, cada um com sua função bastante definida.

Ficou uma grande lacuna: quem cuida do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e vem sendo preenchida pela doula.

No Acre ¿ Até onde se sabe, o trabalho das Doulas no Acre é recente, surgiu há um ano, por meio do Ministério da Saúde, através do SUS, em que foram convidadas diversas mulheres para participar do treinamento. Maria das Graças que faz parte do grupo da terceira idade do Sesc, decidiu participar junto a uma amiga, mas se surpreendeu.

¿Não espera algo tão grandioso. Uma equipe de psicóloga, enfermeira, médico e assistente social realizou nosso treinamento das 7 às 17h durante sete dias. Isso mostrou que se tratava de um trabalho sério e responsável¿, diz Maria.

O dia-a-dia ¿ As Doulas diariamente se apresentam às mulheres nos leitos, e no decorrer do dia as conversas se tornam freqüentes, e são nelas que percebem as dificuldades das mães, sejam psicológicas ou sociais. ¿Quando uma mãe precisa de psicólogo nós chamamos, e quando tem problema de voltar para casa, acionamos a assistente social. Somos o elo entre as grávidas e o hospital¿, comenta Graça.

A conquista também faz parte do trabalho das Doulas, pois nem todas as parturientes aceitam sua ajuda, mas aos poucos a barreia vai sendo rompida. Graça explica que só trabalha exercícios quando o médico autoriza a grávida, pois algumas fases do pré-parto não é permitido esforço físico.

Além de massagens, exercícios livres, uma bola grande serve de apoio a movimentos feitos com as grávidas. Todos eles servem para aliviar a dor, e até mesmo preparam o corpo para um parto menos doloroso.

As grávidas ¿ A maternidade Bárbara Heliodora começa a trabalhar a humanização em seu funcionamento, e a inclusão das Doulas é um passo promissor para que esse novo formato de atendimento se concretize. Uma média de oitenta mulheres buscam atendimento diariamente no local, cerca de 20 delas passam pelas Doulas.

Aos olhos das principais interessadas na existência das Doulas, as parturientes, elas são como verdadeira mães. ¿O tratamento dela com a gente faz diferença na hora do parto. E como se fosse uma mãe, porque o carinho e atenção que ela dá, é o mesmo de uma mãe¿, diz Maria Lusivânia, 21, três filhos. Outra mãe, Gecineide de Souza Vidal, 23, diz que o tratamento das Doulas faz grande diferença, e lamenta que só no terceiro parto tenha tido acesso a ajuda dessas mulheres.

Em uma realidade da vida ligeira, do contato essencialmente necessário entre médico e paciente, pela pressa e necessidade em atender todos, a humanização do nascimento é resgatado também com o trabalho das Doulas, realizando a devolução do espetáculo que é o parto.

Vantagens - As pesquisas mais recentes feitas em outros países, demonstram que o uso da Doula no parto pode diminuir em 50% as taxas de cesárea em 20% a duração o trabalho de parto em 60% os pedidos de anestesia em 40% o uso da oxitocina em 40% o uso de forceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

http://www2.uol.com.br/pagina20/17022007/c_0617022007.htm




Patrícia Merlin
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16/02/07
Mais parto no leito!

Antes de sair de casa, eu liguei pro GO, pra saber como estavam as coisas... Ele me diz que tem uma mulher muito especial no TP, que eu devia ir até lá. Fui.

A., a mulher especial, estava no leito, sentada com perna de borboleta, agüentando firme e muito concentrada nas contrações.
Depois de me apresentar e falar um pouco sobre como eu poderia apóia-la, precisei sair do prédio para pegar um material. Quando voltei, ela disse que estava com vontade de fazer força. Saí pra checar o prontuário e falei com o GO, se ela estava mesmo com os puxos, a evolução dela tinha sido à jato.
Voltamos para examinar e o bebê estava baixinho, mais um pouco e nascia ali mesmo. Mas decidiram levá-la ao CC e o L. nasceu em duas contrações.
Depois, com ela já no quarto, fui conversar e ela estava muito feliz com o resultado. Ela fez o pré-natal no SUS com este GO e já tinha ouvido falar de mim. Ela achou que foi muita sorte ter entrado em TP no dia em que a gente atende o plantão...

Logo em seguida, entrou a F., segundo bebê, fase latente do TP, 2cm, muito segura do processo. Ela, muito mais alta que eu, negra e forte, muito bem humorada, estava acompanhada da mãe. Nós três ficamos muito tempo conversando sobre muitas coisas da vida, foi muito agradável.
Então colocaram soro na F. e ela passou a sentir as contrações cada vez mais freqüentes e fortes. Ela ficou em movimento, respirando com calma e sentada na bola também.
No primeiro toque que fizeram, logo depois que ela saiu de um longo e bom banho, 6cm e uma força renovada pra ela, que se sentiu toda orgulhosa de ter avançado tanto.
Ela gemia, respirava, mudava de posição e voltava ao normal... como se nada tivesse acontecido.
Mas eu precisei ir embora às 18h e não acompanhei o TP dela até o final. Deixei a bola e algumas instruções e ela seguiu o que pôde. Ás 23h recebo um torpedo do GO: parto no leito, às 20:30h.
No dia seguinte voltei lá e ela estava radiante, contando o parto dela pras outras mulheres do quarto e feliz, feliz e o menino com nome de anjo musical pendurado no peito.


Patrícia Merlin
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O que significa "doula"?

A palavra "doula" vem do grego e significa "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional à outras mulheres durante a gestação, no trabalho de parto e parto e na amamentação.



Como é o trabalho da doula?
Durante a gestação a doula orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas. Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc.. Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
diminuir em 50% as taxas de cesárea
diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
diminuir em 60% os pedidos de anestesia
diminuir em 40% o uso da oxitocina
diminuir em 40% o uso de fórceps.

Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

Saiba Mais:
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